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“Deus mete-se com as pessoas e isso é uma coisa boa”
29 de Junho de 2017
“Deus mete-se com as pessoas e isso é uma coisa boa”
Miguel Vasconcelos
29 anos
Batizado na Paróquia de Santo António do Estoril

“Por altura do 12º ano, cheguei a candidatar-me a Medicina, gostava de Arquitetura, Publicidade parecia-me bem e acabei em Engenharia. Era difícil escolher uma área em que eu achasse que era ali que iria estar”, revela Miguel Vasconcelos. Desde criança, através da catequese, a sua “ligação à Igreja era normal”, mas, pelos 8 anos, foi reavivada quando a sua mãe se reaproxima da fé, através do movimento de Schoenstatt. “Nessa altura, fiz a Primeira Comunhão e a minha vida na Igreja teve maior regularidade”, refere. Apesar de ter assistido, com 3 anos, à separação dos pais, Miguel destaca a importância da transmissão da fé em família. “Vivi com a minha mãe e foi através da família, fruto do seu segundo casamento, que a fé me chegou”, aponta. 
Aos 16 anos, muda-se do centro de Lisboa para o Estoril e a integração na paróquia faz-se “naturalmente”. Com 18 anos, surgiu um convite que o iria pôr a pensar “seriamente” na sua vocação. “Convidaram-me para ser monitor de um campo de férias, o Milonga, e eu aceitei. Foi através dessas experiências, em termos do encontro com Jesus, que senti que a questão da vocação tinha de ser enfrentada”, sublinha. A interrogação sobre ser padre tinha surgido aos 15 anos, através do testemunho de um sacerdote. “Lembro-me de responder apressadamente que não. Mas a verdade é que, desde aí, nunca fiquei seguro desse ‘não’. Durante os anos seguintes, essa questão ia voltando, comigo a tentar abafá-la”, lembra Miguel.
O seu grupo de amigos, com “vontade de levar a fé a sério”, a entrada no seminário do amigo Bernardo Trocado, ordenado no ano passado, e o acompanhamento espiritual do padre Ricardo Neves, então pároco do Estoril, foram determinantes para que este jovem entrasse no seminário. “Deus mete-se com as pessoas e isso é uma coisa boa. Tornou-se claro que não havia razões para ter medo”, aponta. 
A um ano de terminar a licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial, e após um período de acompanhamento que o ajudou a certificar-se que a entrada no seminário não seria uma “fuga” ao curso ou um “entusiasmo volátil” por ver um amigo disponível para ser padre, Miguel entra no Seminário de Caparide. “Eu não sabia como iria ser”, lembra. Da experiência de 7 anos, entre o Seminário de Caparide e o dos Olivais, Miguel destaca a experiência “muito boa” de uma “iniciação mais séria à oração, com métodos em que pudesse dar corpo à relação com Jesus e um ritmo de vida onde isso podia acontecer tranquilamente”. O trabalho pastoral, nas paróquias de Gradil, Milharado, Vila Franca do Rosário, Carregado e Cadafais, “foi importante para conhecer melhor a diocese”. A “proximidade com as pessoas” ajudou-o a “perceber a seriedade do que Deus pede”. “Desde os primeiros contactos, foi muito claro que as pessoas se aproximavam não do Miguel mas do que eu, enquanto seminarista ou diácono, significava para elas”, aponta o futuro padre da Diocese de Lisboa, que deseja estar “na disposição” de não fazer nada em nome próprio. “Isto é tudo maior do que nós e é nessa disposição que eu quero estar”, assegura.

  • A celebração das Ordenações no Patriarcado de Lisboa decorre este Domingo, 2 de julho, às 16h00, no Mosteiro dos Jerónimos e vai ser presidida pelo Cardeal-Patriarca, D. Manuel Clemente. Fique a conhecer aqui os futuros sacerdotes.

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