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Painel com vivências: “Todas as vozes contam”
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Assembleia Diocesana Pré Sinodal

Painel com vivências: “Todas as vozes contam”

Foram seis os testemunhos que participaram no painel com vivências da fase diocesana do caminho sinodal no Patriarcado. No auditório do Centro Diocesano de Espiritualidade, no Turcifal, os membros da Assembleia Diocesana Pré Sinodal, que decorreu neste sábado, 14 de maio, escutaram as partilhas dos jovens, da Capela do Rato, do Colégio Marista de Lisboa, da paróquia de Rio de Mouro, da Capelania do Hospital de Santa Marta e da paróquia de Peniche.


Jovens
O painel iniciou com uma participação em vídeo do jovem Rodrigo Figueiredo, membro do organismo internacional de consulta aos jovens do Conselho Pontifício dos Leigos e Família, que participou na sessão de abertura do Sínodo dos Bispos sobre a Sinodalidade, no Vaticano, em outubro passado. “Foi uma experiência muito sinodal, onde nos envolveram a todos, uma jovem discursou, houve grupos de partilha, com cardeais, bispos, leigos e consagrados. Caminhámos juntos e sentimos que todas vozes contam. O Sínodo chama e percebemos que todos podem participar e ter voz ativa”, partilhou este jovem, manifestando “alegria” pelo processo sinodal. “As comunidades precisam sentir que também contam. É preciso mais”, desafiou. A preparação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023, é também “uma oportunidade de caminharmos juntos”. “Pode ser uma experiência sinodal belíssima”, considerou Rodrigo Figueiredo.

Capela do Rato
Sandra Chaves Costa, da Capela do Rato, contou como procuraram uma “participação que envolvesse todos”. Foi organizado “um ciclo de três conferências, com pessoas de referência” e houve o “envolvimento de muitas pessoas” e de “várias realidades eclesiais” desta comunidade. Esta leiga lembrou os “momentos de oração e reflexão” e o “encontro informal de convívio sinodal”. “Apresentámo-nos com um cartão com o nome e foi importante para nos conhecermos e reunirmo-nos à volta da mesa, com um grande bolo rei e um grande bolo rainha”, contou, recordando a “partilha franca e aberta” e o desejo de “manter a estrutura sinodal”. “A comunidade não sentiu grandes dificuldades no processo, mas a equipa teve dificuldades na síntese final a enviar à comissão diocesana, para integrar a opinião de todos”, assumiu. “Foi uma verdadeira jornada conjunta, em que o Espírito Santo foi o protagonista”, concluiu Sandra Chaves Costa.


Colégio Marista de Lisboa
Marisa Temporão, do Colégio Marista de Lisboa, participou através de uma mensagem vídeo onde explicou o caminho feito “com os jovens e também com os pais”. Foram organizados “vários encontros”, para “reflexão de cinco perguntas”. Todos responderam “às mesmas questões” e “as conclusões foram juntas e trabalhadas com pais e jovens”, explicou. Diversos jovens alunos deixaram também o seu testemunho, sublinhando que estão “a ser escutados”, mas querem “ser mais ouvidos”, para “espalhar a mensagem de Jesus” e ser “exemplo para mais pessoas”. “Este processo sinodal pode ser um ponto positivo para a Igreja e um caminho muito importante”, frisaram os jovens.

Paróquia de Rio de Mouro

Ana Cristina Silva, da paróquia de Rio de Mouro, começou por lembrar que “a base do caminho sinodal foi a oração”. “Sem ela, seria um projeto nosso”, sublinhou. Nesta paróquia da Vigararia de Sintra, foi criada uma equipa, que constituiu 27 grupos e 56 moderadores – sendo dois moderadores por grupo, havendo 319 participantes. Procuraram escutar “as realidades” e “os grupos periféricos”, mas também “as entidades de Rio de Mouro”, como “o centro de saúde, a junta de freguesia e as escolas”, para “envolver todos” no caminho sinodal e para “ter feedback”. “A pandemia não ajudou, mas fizemos cartazes, foram feitos avisos e entregámos perguntas para chegar ao resto da comunidade”, contou Ana Cristina. Foi também organizado, no dia 20 de março, um encontro, que reuniu 50 pessoas, e em que cada pessoa tinha um crachá com o nome, para “conhecer as diversas realidades de Rio de Mouro”, que “são muitas, nomeadamente de imigrantes”. Os jovens participaram neste encontro “num grupo à parte”. “Foi positivo, teve dinâmica própria, com questões, e o facto de serem escutados e não julgados foi muito positivo”, garantiu.

Capelania do Hospital de Santa Marta, em Lisboa

Pedro Rei, da capelania do Hospital de Santa Marta, em Lisboa, referiu que o processo sinodal “deu voz a quem não se revê nas estruturas das paróquias”. A iniciativa sinodal “partiu dos leigos” e reuniu “batizados que se sentiam em diáspora e que fizeram uma comunidade”, salientou. “O mais importante foi a verdadeira consciência de pertença, a construção do ‘nós’, não desistir da Igreja que somos, que queremos, mas que ainda não temos”, apontou. Este leigo explicou que “os doentes não foram ouvidos”, porque não têm “acesso às enfermarias, nem aos doentes”. “O Sínodo concentrou-se nos que vão celebrar a Eucaristia ao sábado”, contou. A síntese final teve três eixos: “Uma Igreja comunitária, aberta e em diálogo, ao serviço da casa comum”.

Paróquia de Peniche
Para a Paróquia de Peniche, o caminho sinodal foi “uma experiência maravilhosa”. “Escutámos muita gente que não anda perto da Igreja e que nem batizado é, e a comunidade falou sobre o âmago do cristianismo em Peniche”, partilhou Francisco Salvador, assegurando que “foi fácil ouvir as pessoas”. Participaram no processo sinodal “24 entidades, 243 participantes e mais 180 que também estiveram presentes”. “Apesar de tudo, só atingimos 2% da população”, lamentou. Agora, a “grande preocupação da equipa” é “a possível frustração das expectativas levantadas pela experiência”. “As pessoas gostaram e querem participar mais. Temos de corresponder, para a vontade não ser frustrada no futuro”, anteviu este leigo.


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