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Museu do Patriarcado organiza 1.º Ciclo de Visitas 2020
18 de Dezembro de 2019
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Museu do Patriarcado organiza 1.º Ciclo de Visitas 2020
Tendo em vista “dar a conhecer a complexidade histórica e patrimonial” do Mosteiro de São Vicente de Fora, o Museu do Patriarcado de Lisboa está a promover um ciclo de visitas guiadas ao monumento, que vai decorrer no primeiro trimestre do próximo ano.
Dedicado ao público em geral, o projeto ‘1.º Ciclo de Visitas 2020’ é composto por seis visitas temáticas, a decorrer no primeiro e terceiro sábados de cada mês, às 10h30, e tem uma duração aproximada de 1h30: ‘O Real Panteão dos Bragança’ (4 de janeiro), ‘O Quotidiano no Mosteiro’ (18 de janeiro), ‘A Azulejaria do Mosteiro’ (1 de fevereiro), ‘Enterramentos em São Vicente’ (15 de fevereiro), ‘História do Patriarcado de Lisboa’ (7 de março) e ‘Arquitetura e Artes Decorativas do Mosteiro’ (21 de março). “São visitas mais especializadas, que se complementam, proporcionando assim ao visitante a oportunidade de conhecer o Mosteiro de São Vicente de Fora de forma mais aprofundada. Outra particularidade destas visitas é o facto de os visitantes serem levados a partes do mosteiro que não são habitualmente visitáveis como ‘A Casa dos Túmulos’, ‘A história de José do Egipto em azulejo’, o ‘Carneiro’, entre outros espaços”, refere um comunicado do Museu do Patriarcado de Lisboa. Para além destas seis visitas, haverá também as de carácter geral, que se realizam no último Domingo de cada mês (dias 26 de janeiro, 23 de fevereiro e 29 de março). 
A participação em cada visita temática tem o custo de 2€ por pessoa, que é acrescido ao bilhete de ingresso. A participação em qualquer uma das visitas é limitada a 30 pessoas e é de inscrição obrigatória, que deverá ser feita através do email museu@patriarcado-lisboa.pt. “O ciclo de visitas será repetido três vezes, nos trimestres seguintes até ao final do ano, proporcionando aos visitantes várias oportunidades de participar nas iniciativas”, acrescenta a nota.








  • Mosteiro de São Vicente de Fora
O Mosteiro de São Vicente de Fora, para além de monumento nacional, é também uma preciosa testemunha da história nacional e uma jóia do património português. Foi construído a pedido de D. Afonso Henriques aquando da reconquista da cidade de Lisboa, e perdurou até aos dias de hoje assistindo assim a tempos de glória, ascensão e mas também decadência. Durante a maioria da sua existência foi ocupado pelos monges regrantes de Santo Agostinho sendo um deles, Santo António de Lisboa. Estes monges desempenharam um papel importantíssimo na cidade em questões como a Saúde, e o Ensino. Em 1582 D. Filipe I dá início à sua reconstrução, e atribui-lhe a configuração que conhecemos hoje. Foi um projeto ambicioso para o qual contou com os melhores profissionais de Portugal e de Espanha, como Juan Herrera ou Filipo Terzi. Esta reconstrução foi sobretudo uma questão de propaganda política e de legitimação de poder. Estes foram também os motivos que levaram, mais tarde, os primeiros reis da 4ª dinastia a ‘apropriarem-se’ do monumento. D. João IV escolheu São Vicente de Fora para acolher o Panteão dos Bragança (onde ainda se encontra), e os seus descendentes (D. Pedro II e D. João V) adornaram o mosteiro com pinturas, mármores embutidos, esculturas e azulejos. Apesar de muitos deles terem desaparecido, o mosteiro continua a ser um dos monumentos do mundo com mais azulejos in situ (no local original). A partir do século XIX o mosteiro foi ocupado por diferentes instâncias e é nele que atualmente está instalada a Cúria Diocesana do Patriarcado de Lisboa, à qual pertence a tutela do monumento.

texto por Joana Santos, coordenadora do Museu do Patriarcado de Lisboa

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