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24 de Junho de 2019

Festa da Família - Sem o núcleo familiar, “tudo o mais, oscila”

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A sexta edição da Festa da Família registou cerca de quatro mil participantes – o maior número de sempre. No parque da Quinta das Conchas, no Lumiar, o Cardeal-Patriarca salientou a importância das famílias cristãs no ‘combate’ às “solidões acumuladas”. “É na unidade familiar que se sustenta a própria unidade humana”, observou D. Manuel Clemente.

As famílias cristãs têm uma “responsabilidade particular e também uma graça para porem em atuação”: “mostrar que, apesar de todas estas dificuldades que o mundo atual traz, a família é uma realidade básica, fundamental para a vida e convivência. Sem este núcleo, tudo o mais, oscila”, sublinhou o Cardeal-Patriarca de Lisboa, na sexta Festa da Família. No centro do parque da Quinta das Conhas, no Lumiar, D. Manuel Clemente começou por denunciar as alterações sociais que “não favorecem a estabilidade familiar, nem para constituir a família nem depois para a perpetuar”, e alertou para as “solidões acumuladas” que estão presentes nas cidades. “Há, por vezes, avenidas inteiras em que, na maior parte das habitações, vive uma pessoa sozinha. Isto é um enorme desafio que as famílias cristãs, porque estão convictas da importância do núcleo familiar, não podem abandonar”, apontou o Cardeal-Patriarca, na intervenção ao início da tarde, nunca deixando de incentivar as largas centenas de famílias que marcaram presença: “Se Deus não desiste, a gente também não!”.

Coerência de vida
Para a família Frazão, esta não foi a primeira vez que esteve presente na Festa da Família. A participar num dos ‘Percursos’ disponíveis, esta família falou, ao Jornal VOZ DA VERDADE, do motivo pelo qual este “é um evento a apoiar”. Segundo Margarida – a mãe –, “a família é a base na educação dos filhos e dos valores da sociedade”. “Gostamos de conhecer associações e conhecer um pouco mais da diversidade dentro da Igreja. Achamos que devemos apoiar e comemorar a família”, assinala. Para Margarida, é também importante uma “coerência de vida”, para que o testemunho passe. “Temos muitos amigos que não acreditam em Deus, mas sabem que nós acreditamos. É engraçado porque, às vezes, mesmo sem terem fé, se alguém está doente ou vai ter um exame, pedem-nos para rezar por essa intenção. Algumas vezes, até admiram e têm pena de não ter essa fé, essa alegria de viver”, revela Margarida que, juntamente com o marido, Carlos, estão integrados numa equipa de casais de Nossa Senhora, em Oeiras, e fazem parte de uma equipa do Centro de Preparação para o Matrimónio, em São Domingos de Rana, estando também ligados ao Opus Dei.


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