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Reflexão conclusiva do I Congresso das Associações de Profissionais Católicos do Patriarcado de Lisboa
07 de Novembro de 2016
Reflexão conclusiva do I Congresso das Associações de Profissionais Católicos do Patriarcado de Lisboa
1. A primeira palavra é de agradecimento. De ação de graças ao nosso Deus, que “trabalha sempre” (cf. Jo 5, 17) e que a isso mesmo nos impele, profissão a profissão, para culminar em Cristo a criação e recriação do mundo. 
Agradecimento também aos responsáveis das Associações de Profissionais Católicos que levaram por diante este primeiro Congresso, ultrapassando até as expetativas, pela quantidade e qualidade das participações e reflexões. 

2. A realização deste Congresso inscreve-se nas comemorações do tricentenário da qualificação “patriarcal” de Lisboa (Papa Clemente XI, 7 de novembro de 1716). Esta qualificação, lembrando o esforço missionário que daqui partira, relança-nos hoje em nova evangelização, dirigida a cada meio sociocultural e profissional, para levar a todos a plenitude evangélica da vida. Assim insiste o Papa Francisco e assim também a caminhada sinodal de Lisboa, como a temos feito desde 2014.
E teremos de prosseguir sempre mais nesse sentido. Sinodalmente, isto é, em conjunto, também no campo do associativismo profissional dos católicos.

3. Cristo quer-nos como “fermento na massa” (cf. Lc 14, 20-21), único modo de alargar o seu Reino. Assim são e serão os profissionais católicos associados, em cada empresa e setor onde trabalhem. Durante o Congresso foi bom ouvir testemunhos concretos do que vai acontecendo e crescendo. Ficamos ativamente esperançosos e ainda mais comprometidos para que tais testemunhos aumentem, cheios de experiências práticas e positivas de evangelização profissional, empresarial ou equivalente. Para que aconteça agora o que aconteceu vai para dois mil anos em Antioquia, onde, pela primeira vez e certamente pelo testemunho que davam, os discípulos de Cristo começaram a ser chamados  “cristãos” (cf. Ac 11, 26).

4. Sentimos e ouvimos a vontade dos profissionais católicos de continuarem a reunir-se, convictos como estão da urgência de fermentação evangélica nos respetivos meios socioprofissionais, com avanços necessários de solidariedade e justiça no trabalho e nas relações empresariais e congéneres. Para que assim aconteça, consideram-se importantes estes encontros. Para que os profissionais católicos partilhem uns com os outros, ramo a ramo e no conjunto, o trabalho que desenvolvem, tanto no que já conseguem como no que ainda os aguarda.
Assim mesmo querem prosseguir, os profissionais católicos do Patriarcado de Lisboa. Assim também se reforçarão as respetivas Associações e se criarão outras que ainda faltam, para cobrir o vasto leque socioprofissional da atualidade. Por isso, agradecendo a Deus, que com eles conta e com eles reparte, no Espírito de Cristo, o seu poder criador, propõem-se continuar estes encontros de mútuo testemunho e incentivo. 

Lisboa, 5 de novembro de 2016, no tricentenário do Patriarcado, 

+ Manuel Clemente 

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