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Tema 22: A Igreja Peregrina
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26 de Abril de 2013
Tema 22: A Igreja Peregrina

|Lumen Gentium, nº 9|

“Este povo messiânico tem por cabeça Cristo, «entregue por causa das nossas faltas e ressuscitado para nossa justificação» (Rm 4,25), que reina glorioso nos Céus, depois de alcançar um nome que sobreleva a todo o nome. Tem por condição a dignidade e a liberdade dos filhos de Deus, em cujos corações habita o Espírito Santo como em Seu templo. Tem por lei o mandamento novo: amar como Cristo nos amou (cfr. Jo 13,34). Por último, tem por fim o Reino de Deus, começado já na terra pelo próprio Deus e que deve ser continuamente desenvolvido até ser também por Ele consumado no fim dos tempos, quando aparecer Cristo, nossa vida (cfr. Cl 3,4), e «de que também ela será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus (Rm 8, 21)”.


|Lumen Gentium, nº 48|

 “A Igreja só na glória celeste alcançará a sua realização plena, quando chegar o tempo da restauração de todas as coisas (cfr. Act 3,21); nela todos somos chamados à santidade, em Cristo Jesus e, pela graça de Deus. Juntamente com o género humano, o universo inteiro, que está intimamente unido ao homem e por meio dele atinge o seu fim, será totalmente renovado em Cristo (cfr. Ef 1,10; Cl 1,20; 2Pe 3,10-13)”.

|Comentário do Cardeal-Patriarca|

No dizer de Bento XVI, a fé é uma porta que se abre, mostrando-nos um longo caminho a percorrer, em ritmo de peregrinação. Este caminho da fé tem uma característica que o distingue de todos os outros caminhos que sejam simples projetos humanos: se o percorrermos até ao fim ele leva-nos à eternidade, ao tempo definitivo, os “novos céus e a nova terra”. É uma peregrinação para um santuário que não é deste mundo, mas a Casa do Pai onde Cristo ressuscitado, a Virgem Maria e todos os Santos vivem a alegria definitiva. A verdadeira fé supõe sempre o desejo de chegar a esse santuário, onde contemplaremos o rosto de Jesus Cristo e entraremos, com Ele e por Ele, na intimidade do mistério de Deus.

 

Esta peregrinação da fé tem de buscar continuamente a santidade, pois só os santos entrarão no santuário definitivo. Viver na busca da santidade significa pedir a Deus, na graça da conversão, a pureza do coração; fazer de toda a vida expressão do louvor de Deus; cultivar intimidade com Jesus Cristo; amar sempre os irmãos em todas as circunstâncias. O caminho da santidade é um caminho de conversão e descoberta contínua. É viver a vida humana, neste mundo, pessoalmente e em comunidade, com a qualidade da vida definitiva. Aprender a pôr o coração nas coisas do alto e não apenas nos bens deste mundo.

 

É preciso cultivar e acentuar na ação pastoral esta perspetiva de eternidade.

 

 


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