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19 de Novembro de 2018

Cónego João Seabra homenageado em livro

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É “um pai que fala e guia para Cristo”, uma “personalidade marcante”. Há até quem diga que é “o mais brilhante, criativo e, certamente, dos mais zelosos padres que a Igreja de Lisboa gerou no pós-concílio”. O cónego João Seabra celebrou 40 anos de ordenação e os amigos publicaram um livro com “histórias da vida” do sacerdote, que o Presidente da República vai condecorar em Belém.

“Um grande pai para milhares de pessoas. Um pai que nos fala e nos guia para Cristo”. É desta forma que o Presidente da República se refere ao cónego João Seabra, seu amigo de longa data que, no passado dia 12 de novembro, celebrou 40 anos de ordenação. Antes de entrar no auditório da Paróquia de Santa Joana, Princesa, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa lembrava, aos jornalistas, precisamente a amizade que o une ao sacerdote. “Venho testemunhar 58 anos de amizade fraternal. E venho, como Presidente da República, agradecer uma carreira muito marcante quer na universidade, onde foi capelão, quer em movimentos juvenis, quer no lançamento do Comunhão e Libertação, que foram contributos importantes do ponto de vista cultural, educativo, pedagógico, social e cívico para a sociedade portuguesa”, recordou.Na sessão onde foi apresentado o livro ‘Não sou dono da verdade, mas sou possuído por ela’, publicado pela Lucerna, o chefe de Estado lembrou que ele e o padre João viveram “décadas na casa um do outro”. Conheceram-se no Liceu Pedro Nunes e, desde então, até à saída da faculdade, viram-se todos os dias. “Vivemos em conjunto tudo o que Portugal viveu desde 1960 até praticamente 1974, dia a dia”, recordou o Presidente, na sua intervenção. “Tem uma inteligência excecional, é rapidíssimo, brilhantíssimo, com um coração riquíssimo”, elogiou.
Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu ainda “uma carreira muito marcante” do cónego João Seabra e anunciou a intenção de condecorar o sacerdote, no Palácio de Belém, “com a presença do Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente e dos Bispos Auxiliares”. “Quero ter o prazer de ver uma invasão de católicos no Palácio de Belém”, frisou o Presidente da República.

Uma personalidade marcante
O Cardeal-Patriarca conheceu o cónego João Seabra em 1973, e, no prefácio do livro ‘Não sou dono da verdade, mas sou possuído por ela’, caracteriza o sacerdote como “uma personalidade marcante”. No texto, D. Manuel Clemente lembrou que entraram “no seminário na mesma altura” e referiu-se “à marca sacerdotal” que o padre João imprimiu. “O seu modo ao mesmo tempo convicto e desempoeirado de estar como padre fosse onde fosse e com quem fosse; a sua sensibilidade e piedade; a disponibilidade para acolher ou procurar os colegas, convivendo, escutando e aconselhando – tudo isto nos marcou, marca e estimula. Foi e continua a ser determinante no percurso de muitas vocações sacerdotais, como também religiosas e laicais”, escreveu o Cardeal-Patriarca, no início da obra que assinala os 40 anos da ordenação sacerdotal do cónego João Seabra.

Paternidade na fé
José Maria Seabra Duque é sobrinho do padre João Seabra – sua mãe é irmã do sacerdote – e é um dos coordenadores do livro ‘Não sou dono da verdade, mas sou possuído por ela’, que reúne testemunhos de alguns amigos do padre João, entre os quais Marcelo Rebelo de Sousa, mas também Manuel Braga da Cruz, Dom Duarte de Bragança, João César das Neves, monsenhor Duarte da Cunha, Henrique Leitão, Aura Miguel, José Milhazes, Jaime Nogueira Pinto, Isilda Pegado, Pedro Santana Lopes ou Zita Seabra, entre outros. “No ano passado, lembrámo-nos de fazer algo para assinalar os 40 anos de sacerdócio do padre João para mostrar, por um lado, a nossa gratidão, e também para dar a conhecer a sua vida e obra. E a melhor forma de falar desta data era colocar a falar as pessoas com quem, de alguma maneira, ele se cruzou, e que, com o seu ministério, marcou as suas vidas”, explica José Maria, ao Jornal VOZ DA VERDADE, sublinhando que esta obra procura “dar a conhecer a obra do padre João, nos diversos âmbitos pastorais por onde passou”.
Sobre o seu tio, este jovem de 33 anos salienta que “uma das suas facetas mais interessantes é ser padre em tudo”. “É sempre padre. A sua relação é sempre marcada por esta paternidade de ser sacerdote, porque vive constantemente à procura de salvar as almas”, aponta, sublinhando que a sua “gratidão por esta paternidade na fé é total”.
A confissão é uma das marcas do padre João Seabra. Isso mesmo é recordado por José Maria Seabra Duque. “Na Jornada Mundial da Juventude de Colónia, em 2005, fomos um grupo de 50 jovens, com o movimento Comunhão e Libertação, e, durante as catequeses, o padre João encostava-se a uma parede e começava a confessar. E eram filas e filas e filas de jovens italianos a quererem confessar-se. Enquanto houver uma pessoa para confessar, tudo resto está em segundo lugar para o padre João, porque o mais importante é mesmo a pessoa que está ali”, garante, reforçando: “Sempre me impressionou nele que, estivesse o que estivesse a acontecer, perante as palavras de alguém a perguntar ‘Padre João, pode-me confessar?’, tudo parava, nem que fosse uma Missa que estivesse para começar com 300 pessoas”.



 


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