Youtube

NOTÍCIAS

13 de Setembro de 2018

Entrevista ao Padre Pedro Lourenço, diretor adjunto do Dep. de Liturgia

Imprimir
No início de um ano pastoral dedicado à Liturgia, o padre Pedro Lourenço, diretor adjunto do Departamento de Liturgia do Patriarcado de Lisboa, fala ao Jornal VOZ DA VERDADE das iniciativas que vão ter lugar em todas as vigararias e afirma que ainda “há muito a fazer” na formação para tornar a liturgia como “lugar de encontro com Deus e com a comunidade cristã”.

  • Depois de um ano dedicado à Palavra de Deus, a Diocese de Lisboa é convidada a olhar para a liturgia. Como é que o Departamento de Liturgia vai ajudar as comunidades cristãs a viverem este ano?
O Departamento de Liturgia do Patriarcado tem a missão de ajudar a diocese na formação litúrgica. Seja na formação dos ministérios específicos, seja na formação de todo povo de Deus para uma melhor vivência da liturgia. Sendo um ano particularmente dedicado à liturgia, a partir da proposta da Constituição Sinodal, o departamento investirá especialmente em proporcionar a toda a diocese um contributo formativo, com cinco encontros, em cada uma das vigararias. Procuraremos ajudar as comunidades a terem um conjunto de elementos base para a vivência da liturgia. O primeiro encontro será sobre o que é liturgia, a partir da sua compreensão, proposta pelo Concílio Vaticano II na constituição Sacrosanctum Concilium. O segundo encontro será sobre a liturgia ao longo da história, para percebermos que a liturgia não é uma realidade fixa – tem elementos fixos, porque instituídos por Jesus, que, tal como próprio concílio o disse, são de instituição divina e, por isso, imutáveis; mas, depois, a sua forma tem aplicação conforme cada época da história e cada cultura. Outro encontro será sobre a celebração litúrgica no espaço e no tempo, ou seja, para compreendermos o espaço litúrgico, os seus elementos simbólicos, toda a significação do lugar onde celebramos, mas também o tempo: o ano litúrgico, as festas, o dia litúrgico. Depois, teremos dois encontros dedicados à celebração da Eucaristia, para percebermos cada um dos elementos que constituem esta celebração. Com estes encontros, é óbvio que não fica toda a formação feita, mas será uma ajuda para que cada comunidade possa encontrar os seus meios próprios de aprofundar a formação, conforme possível e nas suas realidades concretas.
Para além desta proposta de formação, temos também o projeto de fazer um folheto mensal, muito simples, de carácter formativo, para ser distribuído em todas as paróquias da diocese.

  • Como é que o Departamento de Liturgia está organizado, sobretudo para responder a estas iniciativas?
O cónego Luís Manuel é o diretor. Eu sou o diretor adjunto e temos mais membros que constituem a equipa: o padre Alberto Gomes, o padre Pedro Tavares, o padre Ricardo Jacinto, o padre Luís Leal e a Isabel Alçada Cardoso. 
Procuraremos, na medida do possível, que estes encontros sejam orientados por cada um de nós. Estamos ainda na fase de concretização da distribuição de tarefas, procurando também recorrer a outras pessoas que, pontualmente, nos possam ajudar, até porque, inevitavelmente, existirão alguns encontros que coincidirão nas datas. Esta formação vai começar já em outubro, com datas propostas pelas vigararias, e prosseguirão até perto da Páscoa, conforme o agendamento proposto.

  • O que ainda há a fazer, na Igreja, para se viver a liturgia como lugar de encontro com Deus e com a comunidade cristã? 
Há muito a fazer porque é importante passar da compreensão da liturgia como um cumprimento de regras ritualistas, um conjunto de rubricas a cumprir como preceito, para a liturgia na compreensão dos seus ritos, ritos cheios de significado e que podem proporcionar um encontro orante comunitário e pessoal. Porque a liturgia acontece em comunidade e leva ao encontro pessoal com Jesus. 
Acontece muito uma dicotomia que é acharmos que é preciso celebrar porque faz parte da nossa vida em Igreja, mas, em paralelo, a minha oração pessoal, o meu encontro íntimo com Jesus tem pouco a ver com o que eu celebro ou com o que eu recebo de alimento a partir dos ritos celebrados. É importante perceber que o encontro de Deus connosco acontece na comunidade, na ação litúrgica, aprofunda-se na oração pessoal e comunitária, para além da liturgia, e concretiza-se na missão. 
Claro que para se chegar à descoberta da liturgia como lugar de encontro com Deus, na comunidade, com cada um de nós, é preciso entender o que se celebra. A linguagem litúrgica não é uma linguagem banal e, nalguns casos, é densa. É preciso perceber os sinais, perceber os símbolos litúrgicos, perceber que não são apenas simples materiais, mas que, naquele gesto ou naquele objeto, está uma presença de Deus para se encontrar connosco. E isso nem sempre é percebido.


  • Leia a entrevista completa na edição do dia 16 de setembro do Jornal VOZ DA VERDADE, disponível nas paróquias ou em sua casa.
 


Siga-nos em:
  • Facebook
  • YouTube
  • Sapo
  • Twitter
  • Flickr
Patriarcado de Lisboa
© 2018 - Patriarcado de Lisboa, todos os direitos reservados Desenvolvido por  zoomsi.com