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09 de Fevereiro de 2018

Incêndios: A Força depois do fogo

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A Vigararia de Cascais pôs mãos à obra. Após os trágicos incêndios de outubro de 2017, mais de 200 voluntários já estiveram em zonas afetadas pelos fogos para “dar a mão” a quem perdeu muito. No regresso, todos garantem ter trazido para casa muito mais do que levaram. 

O desejo de acudir quem estava a braços com o fogo surgiu logo após as chamas terem varrido Oliveira do Hospital, no fatídico dia 15 de outubro. Com familiares a viverem na região, Michela Vaz Patto não conseguiu ficar em casa, indiferente, e fez-se à estrada para levar a pouca ajuda que conseguira reunir, algumas roupas e alimentos. Logo se apercebeu da dimensão da tragédia e da urgência em levar mais braços para ajudar no tanto que havia para fazer. Falou com uma amiga, essa passou palavra a outra, dali formou-se um pequeno grupo da Paróquia de Cascais e do Estoril e, em poucos dias, Michela regressava ao terreno com mais duas pessoas, Catarina e Andreia, para, reunirem com as entidades locais e, em conjunto, identificarem as principais necessidades e estruturarem uma resposta conjunta.
Assim nasceu a Força da Natureza, uma missão de apoio às populações afetadas pelos incêndios, cujo principal objetivo é enviar voluntários para as zonas ardidas para colaborarem nas ações de reconstrução. O repto é deixado a todos os que sentem interpelados pelo drama que viveram tantas famílias, sejam católicos ou não: “Dás uma mão a quem esteve a braços com o fogo?”, desafia a organização. 

Missão dos leigos
O primeiro grupo de voluntários (a que se dá o nome de expedição) foi para Oliveira do Hospital nos dias 17, 18 e 19 de novembro, de novo com Michela a encabeçar um pequeno grupo de jovens, todos regressados a casa “com a certeza de ter trazido mais do que levaram”. Nesse mesmo fim de semana em que a Igreja assinalou pela primeira vez o Dia Mundial dos Pobres, a missão da Força da Natureza foi apresentada publicamente na Vigararia de Cascais, aproveitando o repto deixado pelo Papa Francisco para este dia simbólico - “amemos mais com obras do que com palavras”. O pároco de Cascais, Padre Nuno Coelho, apoiou de imediato esta ideia dos leigos, e, sendo vigário da Vigararia de Cascais, achou por bem estendê-la às restantes paróquias, de forma a garantir uma missão mais estruturada e prolongada no tempo. “Esta é uma missão dos leigos”, gosta de sublinhar, acrescentando que as únicas exigências que fez aos organizadores deste projeto foi que garantissem a transparência e facilidade do processo, de modo a que qualquer um se pudesse voluntariar. E, claro está, de que toda a ação no terreno pudesse refletir uma dimensão espiritual e pastoral.
Da segunda expedição, que se dividiu entre Oliveira do Hospital e Seia, Catarina Pereira de Melo, outra voluntária que está no projeto desde a primeira hora, sublinha o retorno em muito quando se dá algo de forma genuína e gratuita. “Quando escolhemos entregarmo-nos, dar a mão, partilhar o pouco que temos, o pouco que somos, tornamo-nos maiores, muito maiores, a dimensão da vida agiganta-se e passa a ter outro sentido, darmo-nos ao outro dá-nos vida, dá-nos o sentido da verdadeira VIDA”, afirma, destacando a forma como os próprios habitantes locais acolhem os voluntários que chegam.

  • Leia a reportagem completa na edição do dia 11 de fevereiro do Jornal VOZ DA VERDADE, disponível nas paróquias ou em sua casa.


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