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12 de Janeiro de 2018

Nova igreja de Galamares, em Sintra

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A construção de uma igreja em Galamares, Sintra, era um sonho com várias décadas. Muitos já não acreditavam, mas esta obra da Paróquia de São Martinho de Sintra foi benzida, e o altar dedicado, na manhã do passado dia 7 de janeiro. “Este é um dia muito significativo para Galamares porque é fruto de uma longa caminhada”, realça o pároco, padre Armindo Reis.

Até ao passado Domingo, dia em que a Igreja celebrou a Epifania, os cristãos de Galamares, em Sintra, celebravam a Eucaristia numa espécie de pavilhão metálico. Foi assim praticamente na última década, até à bênção da nova igreja e dedicação do altar, numa celebração presidida por D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, que reuniu perto de duas centenas de pessoas. “A oração de bênção que fizemos sublinha a alegria por oferecer a Deus esta igreja. Um sonho acalentado ao longo de vários anos e que hoje se torna realidade, graças à dedicação e empenho da comunidade e dos senhores priores. Um obrigado a todos os que contribuíram para a sua edificação. É uma igreja para o Senhor, para Ele estar connosco e nós estarmos com Ele”, salientou o prelado, na homilia da celebração.
O novo templo, segundo o Bispo Auxiliar do Patriarcado, deve agora convidar à evangelização. “A oração de bênção dizia que tivéssemos presente que a Igreja viva somos nós, a comunidade, reunida pela fé e pela caridade. As comunidades cristãs, que se reúnem e se edificam na celebração da Eucaristia, são chamadas a ser sinal e portador do amor de Deus para todos. E são-no, antes de mais, pelo testemunho de unidade e de comunhão com o Senhor e entre si. A primeira forma de evangelização é o testemunho de unidade e de comunhão dos cristãos, que se constrói à volta de Jesus, simbolizado no altar que dedicamos”, lembrou D. Joaquim Mendes. A opinião é partilhada pelo pároco de Sintra, padre Armindo Elias dos Reis. “A nova igreja era o grande sonho da comunidade de Galamares, que celebrava num espaço sem o mínimo de condições, onde entrava frio. As pessoas estão felicíssimas em ter um espaço que, no interior, até ficou bastante bonito, e têm a expectativa de que comece a vir mais gente à Missa, porque havia pessoas da comunidade que não gostavam de celebrar no antigo espaço e que, por isso, iam à Missa a outras igrejas”, frisa este sacerdote, ao Jornal VOZ DA VERDADE.

Casa particular, escola, pavilhão metálico
A nova igreja de Galamares pertence à Paróquia de São Martinho de Sintra, que está inserida na Unidade Pastoral de Sintra. “Galamares tem um pequeno centro mais antigo, histórico, e depois é constituída por uma dispersão imensa de vivendas pelo meio dos pinhais, até Colares. E esse é um dos problemas: este é um lugar muito disperso, com casas de fim-de-semana e pouca gente residente”, aponta o padre Armindo, lembrando que “esta aldeia fica bastante distante da igreja paroquial de São Martinho, na Vila Velha”. São Martinho é uma freguesia do concelho de Sintra com cerca de 30 mil habitantes, enquanto na paróquia residem cerca de sete mil pessoas. “Galamares não deve ter sequer mil habitantes… crianças então são muito poucas e nem conseguimos ter catequese, porque existem apenas uma ou duas crianças de cada ano”, lamenta o pároco, de 46 anos.
Há algumas décadas, os cristãos de Galamares começaram a celebrar a Eucaristia numa capela improvisada, junto ao atual Lar de Santo Agostinho. “A capela era numa estufa, situada numa casa particular da empresa familiar Duartes, que depois vendeu a propriedade e a comunidade teve de desativar a capela”, conta o padre Armindo. Seguiram-se as celebrações dominicais na escola EB1, “em condições muito precárias”, uma vez que “não autorizavam um espaço permanente”. “A capela tinha de ser montada e desmontada todas as semanas. Também não podiam guardar nada na escola, pelo que os cristãos tinham de transportar o altar, as cadeiras e tudo o resto”, destaca, louvando “a coragem das pessoas, e em particular do Rui Tristão, que transportava os bancos e o altar na sua camioneta”. Por fim, “foram proibidas” as celebrações dentro da escola e os cristãos de Galamares passaram a celebrar a Eucaristia “num telheiro, aberto, na rua”. Foi nessa altura, em 2006-2007, que a comunidade tomou a decisão final de comprar um terreno – algo que já estava pensado desde 2004, aquando da visita da Imagem de Nossa Senhora do Cabo Espichel –, o que veio a acontecer em 2009, e construir uma igreja. “A comunidade começou a celebrar a Eucaristia numa nova capela, feita de chapas metálicas, através do aproveitamento de um pavilhão/escritório da feira do livro, que foi doado pela família Godinho”, lembra o padre Armindo Elias dos Reis. Com a bênção da nova igreja de Galamares, este espaço que durante quase uma década serviu de templo a esta comunidade cristã sintrense vai agora ser transformado em arrecadação. “Como na nova igreja não temos muito espaço para arrumação, ficamos ali com um bom espaço para isso”, frisa o sacerdote, que tem como vigário paroquial (coadjutor) o padre Jorge Doutor e conta ainda com as colaborações dos diáconos permanentes Carlos Brito Marques, Joaquim Craveiro e Vasco d’Avillez.

  • Leia a reportagem completa na edição do dia 14 de janeiro do Jornal VOZ DA VERDADE, disponível nas paróquias ou em sua casa.


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