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06 de Outubro de 2017

Família: “um desafio tão grande à santidade”

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É o primeiro movimento da Igreja de raiz familiar. Nasceu em Mogofores, na diocese de Aveiro, pela mão da família Power, e quer desafiar as famílias inteiras à santidade. No Patriarcado de Lisboa é na “Aldeia” de Nossa Senhora da Conceição, na Abóboda, em Cascais, que se congregam várias famílias, uma vez por mês, para rezarem unidas.

Teresa é portuguesa e professora de Inglês. Niall é irlandês. Conheceram-se na Alemanha e estão casados há 21 anos. Vivem em Mogofores, Anadia, têm seis filhos na terra e “mais um no Céu”. Formam a família Power e fizeram nascer as Famílias de Caná, o primeiro movimento da Igreja de raiz familiar. “As famílias de Caná são o nosso testemunho e a nossa vivência familiar tornada fonte de criatividade para outras famílias também”, explica Teresa.
Um caminho que nasceu logo após o casamento. “Nós já vivíamos com esta certeza de querermos ir mais longe na vida familiar. E procurámos muita coisa. Queríamos saber como é que podíamos ser santos, como é que podíamos aspirar a ter uma família santa”. Para isso, bateram a várias portas, perguntaram a muitas pessoas, procuraram em livros. Mas não encontravam a resposta. Foram, por isso, construindo pouco a pouco, “ouvindo aqui, ouvindo ali” e fazendo um percurso próprio. “E fomos descobrindo que funcionava, que era um percurso exigente mas capaz de gerar crianças felizes, crianças com vontade de serem santas e uma família inteira a caminhar nessa direção”, descreve Teresa. De tal maneira que o pároco de Mogofores, acompanhando de perto a família, desafiou-os a partilharem com outras famílias da paróquia a sua vivência: a forma de rezar em família, o cantinho da oração construído no centro da sala de estar. Aceitaram o desafio e começaram a falar às crianças da catequese e aos pais. “Fomos aproveitando essas pequenas oportunidades e, pouco a pouco, as ideias foram surgindo mais sistematizadas”. Um caminho que levou a que mais tarde, com a ajuda do Bispo de Aveiro, D. António Moiteiro, surgisse o esquema completo: As Bodas de Caná. “Conseguimos nas seis bilhas de Caná sistematizar a ideia, de forma a que seja simples e acessível a toda a gente”. No dia 14 de setembro de 2013 aconteceu o primeiro retiro Famílias de Caná que marcou o nascimento “oficial” do Movimento.
Em novembro do mesmo ano, a família Power quis ir ainda mais longe. “Já chegámos a estas famílias aqui; a nossa paróquia e os nossos amigos conhecem este testemunho, e agora como fazemos para as pessoas do resto do país saberem?”, perguntava-se Teresa. Foi nessa altura que nasceu a ideia de criar o blogue “Uma Família Católica” (http://umafamiliacatolica.blogs.sapo.pt). “Faço como Jesus fazia. Pego nas coisas simples da vida. No meu caso, nas brincadeiras dos meus filhos, as pequenas birras ou pequenas frases que eles diziam e conto-as a partir da Palavra e sob o olhar de Deus”.  

Aldeias de Caná
E foram muitos os que leram as histórias e os episódios diários da Família Power e foram contagiados por esta forma de viver a Igreja em Família. Hoje, são mais de 20 as famílias que “oficialmente” pertencem ao Movimento e que se agregam em seis aldeias de Caná. Em Vila Nova de Famalicão, Anadia, Proença-a-Nova, Ribatejo, Cascais e Setúbal. 
As Aldeias de Caná nascem quando pelo menos duas ou três Famílias de Caná “se reúnem com regularidade para, juntas, aprofundar e partilhar a sua vivência do carisma, da espiritualidade e da missão das Famílias de Caná”. Procuram recuperar este sentido de família alargada, “não de modo mundano, mas espiritual”. Não substituem a celebração diária e semanal das Bodas de Caná na casa de cada família; antes “a fortalecem e aprofundam, através dos laços da oração e da amizade”. As Famílias de Caná foram, em julho de 2016, reconhecidas pela Diocese de Aveiro como um movimento eclesial de espiritualidade familiar, ad experimentum e por um período de três anos.

Uma família santa
Teresa explica que a ideia é que as famílias comecem, desde cedo, esse caminho da busca de santidade uns com os outros. “Quanto mais cedo as famílias quiserem fazer este percurso, mais fácil será. Desafiar uma criança de 2 anos a rezar é muito simples e será simples a vida inteira. Começar quando um adolescente tem 15 ou 16 anos é certamente muito mais complicado”. E descreve: “Nós rezamos com o Francisco que está no segundo ano da universidade e rezamos com a Sara que acabou de fazer 5 anos”. Rezam sempre todos juntos e Teresa garante que “não há qualquer conflito nesse tempo”. São 45 minutos diários em família, a seguir ao jantar. “Partilhamos a oração, conversamos sobre os temas do Evangelho do dia”.

  • Leia a reportagem completa na edição do dia 8 de outubro do Jornal VOZ DA VERDADE, disponível nas paróquias ou em sua casa.


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