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07 de Julho de 2017

"Sou Feliz!" - Profissão Religiosa da irmã Rita Maria de Assis

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Foi batizada como Ana Rita de Assis Libório, tirou o curso de Economia, mas, aos 21 anos, entrou no mosteiro das Irmãs Clarissas, no coração da cidade de Lisboa. “Não vim para o mosteiro para me afastar do mundo e das suas dificuldades, mas para o amar com um amor mais pleno”, garante a irmã Rita Maria de Assis que, aos 24 anos de idade, fez a Profissão Religiosa de Votos Simples na Ordem de Santa Clara, no dia 2 de julho.

Gratidão. É este o sentimento da irmã Rita Maria de Assis após os primeiros votos. “Tenho um sentimento de muita gratidão a Deus por aquilo que Ele fez, e que sinto que faz, na minha vida. Sentimentos de gratidão enorme porque reconheço que é um tesouro que trago em vasos de barro e que pôde ser guardado devido à misericórdia de Deus. Gratidão também por, ao longo do caminho, me ter colocado sempre pessoas que me ajudaram a conservar este tesouro e a guardá-lo sempre com um amor maior”, observa esta jovem religiosa, ao Jornal VOZ DA VERDADE. “Foi um dia de entrega, de restituir a Deus tudo aquilo que Ele me tinha dado. Agora sou d’Ele!”, frisa a irmã Rita, referindo que, até aos votos perpétuos, segue-se um período de três anos de “integração na comunidade, como Irmã Clarissa, até à consolidação final de um ‘Sim’ para sempre”.Pobreza, Obediência, Castidade e Clausura foram os quatro votos religiosos que a irmã Rita professou no passado Domingo, 2 de julho, numa celebração na Basílica da Estrela, em Lisboa, presidida por D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar do Patriarcado. “Não vim para o mosteiro para me afastar do mundo e das suas dificuldades, mas para o amar com um amor mais pleno e, através da oração unida à doação da própria vida, levar toda a humanidade até Deus. Sou feliz... Esta é a minha vocação no coração da Igreja!”, assegura. 

Em Adoração Eucarística
Nascida na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, a 27 de julho de 1992, a irmã Rita é a mais velha de três irmãos – Frederico tem 23 anos e Maria 17 – e cresceu no seio de uma família cristã, tendo vivido a infância e adolescência na cidade. “A caminhada cristã até à Primeira Comunhão foi feita na Paróquia de São João de Deus. Em 2003-2004, a família foi viver para a zona de Torres Vedras, mais concretamente para a Paróquia de São Mamede da Ventosa, onde fiquei até ao Crisma”, conta. A família Libório já fazia da casa na zona Oeste o seu local de fim-de-semana e férias, “para não estar sempre na cidade”. “Havia o desejo de estar num meio rural, de poder estar, aos fins-de-semana, no campo. Como todos íamos mudar de ciclo escolar – eu ia para o 7º ano, o meu irmão para o 5º e a minha irmã para a creche –, era a altura ideal para fazer estar mudança”, recorda.
Foi nesta altura que “desabrochou a vocação”. “Em São João de Deus, ia à catequese e à Missa com os pais. Era o percurso dito ‘normal’. Mas em São Mamede da Ventosa, depois do 9º ano, comecei a rezar o que o Senhor queria de mim”, aponta. Aos 15-16 anos, começam então as interrogações vocacionais. “São Mamede é uma paróquia onde se reza bastante, onde há Adoração Eucarística, e comecei a aperceber-me da importância da oração na Igreja e da presença de Jesus na Eucaristia. Foi durante o meu tempo de catequese que cresceu em mim a certeza da presença de Deus escondido no sacrário. Então, comecei a sentir este desejo de entrar mais profundamente na Igreja”, lembra.
Sublinhando que deve também a sua vocação à educação cristã que os pais lhe deram, a irmã Rita salienta que o facto de o pai ser organista “ajudou muito à vivência da fé na família”. “Em São Mamede, o meu pai foi chamado para dar início a um coro das crianças, da qual os meus irmãos e eu fazíamos parte. Recordo-me de ser pequena e a forma de rezar ser através do canto”, refere.

Busca vocacional
Com cerca de 18 anos, e a entrada na faculdade, em 2010, a jovem Rita participa nos “campos vocacionais da diocese”, que a “ajudaram no discernimento”. “Vim para Lisboa estudar e aquilo que o Patriarcado propunha era as Terças.com, que decorriam semanalmente, na Igreja de Fátima. Uma vez por mês, o encontro era de discernimento vocacional, para raparigas, orientado pelos padres da diocese que são responsáveis pela Pastoral Vocacional, em especial os padres José Miguel e Rui de Jesus, e também o padre Nuno Amador, da Pastoral Universitária. Foi aí que também rezei o que Deus queria de mim”, frisa.
Rita tinha entrado em Economia, na Universidade Nova de Lisboa, num curso de três anos. “Quando comecei o curso, já estava nesta busca vocacional. No final do 12º ano, a minha dúvida já era o que fazer: ir para a faculdade ou entrar na vida religiosa… foi aí que fiz oito dias de exercícios espirituais, em silêncio, e percebi que Deus me chamava, sim, a consagrar-me a Ele, mas que não tinha chegado a hora, porque ainda não me tinha mostrado o lugar, a forma de consagração”, conta. Esta jovem termina o curso, em 2013, mas assume: “O ser economista nunca foi um desejo e uma meta. Uma coisa era servir Deus da forma que Ele quisesse, se fosse como economista, seria, se fosse como religiosa, seria”. A família e os amigos foram essenciais neste caminho, refere a irmã Rita. “Eles ajudaram-me muito a perceber a minha vocação. Tanto nas aceitações, como nos confrontos e nos obstáculos que se foram colocando ao longo do caminho”, salienta.

  • Leia o texto completo na edição do dia 9 de julho do Jornal VOZ DA VERDADE, disponível nas paróquias ou em sua casa.


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