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DOCUMENTOS

14 de Junho de 2017

Comunicação ao I Congresso Eucarístico Nacional de Angola

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A Eucaristia, para uma Angola eucarística

Quando o Papa Francisco me enviou em sua representação ao I Congresso Eucarístico de Angola, logo recordei todos quantos, ao longo dos séculos, aqui trouxeram e difundiram o Evangelho de Cristo, que encontra precisamente na Eucaristia o seu sacramento essencial, para se tornar vida de Cristo em nós. Agradeço o envio e a oportunidade de voltar a este grande país e vos conhecer mais e melhor. Aos meus irmãos no Episcopado e a todo o Povo de Deus presente em Angola, a minha saudação amiga, em comunhão plena de oração e vida.
Apesar das dificuldades de sobrevivência física dos missionários europeus até ao século XIX e da persistência de práticas socioculturais autóctones ou induzidas - como o feiticismo, a poligamia, ou a escravatura -, a Palavra de Deus foi fazendo o seu caminho e a vida eucarística alastrando, do antigo reino do Congo até ao litoral sul de Angola, mais aqui do que ali, entre começos, interrupções e recomeços.
- Como não salientar, ainda assim, alguns exemplos notáveis da primeira adesão ao Evangelho de Cristo, como foi o do rei D. Afonso do Congo, de 1506 em diante, que «empregou os maiores esforços para que aos seus súbditos não faltasse o ensino das letras e das artes, mas preocupou-se, acima de tudo, com que eles fossem cristãos convictos e esclarecidos»?! Ele mesmo que «deu exemplo de vida moral irrepreensível, levando a maior parte dos nobres a receber o sacramento do matrimónio, o que não devia ser empresa fácil em povos habituados à poligamia e a uniões precoces entre menores e parentes próximos».1) Foi seu filho o bispo D. Henrique, titular de Útica, primeiro bispo negro dos tempos modernos, precocemente falecido, já em fins de 1531. E a própria rainha Jinga – Dona Ana de Sousa – falecida em 1663, quando nos seus últimos tempos, acompanhada pelos capuchinhos da Matamba, frequentava os divinos sacramentos da confissão e da comunhão, vindo três dias na semana à sua capela rezar o terço do Rosário»2).   
A segunda metade de oitocentos, com a vinda e persistência de institutos missionários, masculinos e femininos, abriu uma nova e decisiva fase da evangelização, que estabeleceu em bases sólidas o catolicismo angolano – este mesmo que agora celebra o seu I Congresso Eucarístico Nacional. Evoco com sensibilidade e gratidão toda a obra evangelizadora que o Espírito divino – sempre e essencialmente Ele! - garantiu e continua a garantir em Angola, quer para o conhecimento de Cristo quer para a vida eucarística que em Cristo alcançamos, para glória de Deus e salvação do mundo. Obra do Espírito, que pôde encontrar em antigos ou mais recentes missionários, bem como no clero secular e outros crentes, protagonistas autênticos do Evangelho vivo. 
É ainda como enviado do Santo Padre que desenvolverei a minha comunicação a partir de três momentos altos do seu precioso magistério, certamente marcantes do que nos tem dito a todos, tanto aos católicos como à humanidade em geral. Providencial magistério, nestes tempos em que o mundo requer orientação e esperança face aos graves problemas que enfrenta, cada vez mais globalizados nas causas e nas consequências.
Problemas de verdadeiro desenvolvimento de todos os homens e do homem todo, autêntico nome da paz, como há meio século lembrou o Beato Paulo VI na sua notável encíclica Populorum Progressio. Problemas de efetivo respeito pela vida humana, da conceção à morte natural, prioridade absoluta de toda a organização sociopolítica, que realmente se queira ao serviço do bem comum. Problemas de entendimento básico de cada povo entre si e com os outros povos também, que previna e supere os conflitos que põem drasticamente em causa a sobrevivência de populações inteiras. Conflitos que chegam a encobrir-se numa pseudojustificação religiosa, absolutamente contraditória com o que a religião essencialmente significa. Religião é ligação a Deus, que, sendo Criador de todos, sempre e unicamente quer que todos se reconheçam e tratem como irmãos.
Basicamente, podemos dizer, trata-se de passar, através duma evangelização autêntica, dum modo egoísta de viver para uma maneira eucarística de conviver. Essa mesma que São Paulo indicava, dizendo para vivermos em ação de graças, eucaristicamente (cf. Col 3,15), ou seja, em Cristo e no Espírito de Cristo, agradecidos e retribuídos a Deus Pai. Num movimento existencial e afetivo, em que envolvemos necessariamente a todos os outros e à criação inteira.
Dizemo-lo, aliás, em cada celebração eucarística. Quando apresentamos os dons, lembramos o «fruto da terra e do trabalho do homem». Quando concluímos a anáfora, quase a resumimos na doxologia: «Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a Vós Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre!»; correspondida com um «Ámen!» que há de perdurar na vida de cada um, como retribuição a Deus, com todos os outros, com a criação inteira. 
Menos do que isto, não será ainda eucarístico, pois a dádiva de Cristo, a Deus Pai e a nós, inclui a totalidade da criação que Ele próprio assume e destina-se absolutamente a todos, pelos quais deu a vida - «por nós e por todos», como lembram as palavras da consagração e hão de repetir as nossas vidas solidárias. 
Tudo isto nos vem relembrando o aludido magistério do Papa Francisco, com particular pertinência doutrinal e muita urgência de concretização. Nos três momentos que selecionei, liga Eucaristia e evangelização, Eucaristia e criação e Eucaristia e família. Sigamo-lo brevemente.

Como sabemos, ainda a abrir o seu pontificado, o Papa Francisco deu um “programa” pastoral a toda a Igreja, pleno de entusiasmo e responsabilização. Refiro-me, obviamente, à Exortação apostólica Evangelii Gaudium, sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual, de 24 de novembro de 2013, onde se podem e devem reler palavras como estas: «Aquilo que pretendo deixar expresso aqui, possui um significado programático e tem consequências importantes. Espero que todas as comunidades se esforcem por usar os meios necessários para avançar no caminho de uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão. Neste momento, não nos serve uma simples administração. Constituamo-nos em estado permanente de missão, em todas as regiões da terra» (Evangelli Gaudium, 25).
A insistência papal, de então para cá, vem sempre no mesmo sentido de urgência missionária para os verdeiros discípulos. Expressou-a em termos fortes e motivadores, que certamente nos ficaram gravados: «Cada cristão é missionário na medida em que se encontrou com o amor de Deus em Cristo Jesus; não digamos mais que somos “discípulos” e “missionários”, mas sempre que somos “discípulos missionários”» (Evangelii Gaudium, 120).
Obviamente, numa realidade tão plural, carismática e ministerial como é a Igreja de Cristo, não fazemos todos exatamente o mesmo, nem cumprimos idênticas vocações específicas, ou estados de vida uniformes. Mas tal variedade subsiste e converge sobre a base geral do Batismo e da Confirmação, que a todos nos faz filhos de Deus em Cristo e testemunhas do Evangelho no Espírito. Por isso mesmo imediatamente missionários, dando razão do que somos. 
Por uma motivação existencial, digamos, ainda mais do que por obrigação moral. Devemos aos outros o que recebemos de Deus, para que lhes chegue também como dos outros nos chegou a nós, como de Cristo para todos. É por isso que o Papa Francisco escreveu o que ouvimos: «Cada cristão é missionário na medida em que se encontrou com o amor de Deus em Jesus Cristo».
E é por isso também que, na mesma exortação apostólica, quando mais à frente o Papa Francisco como que nos abre o seu coração e sentimento próprio, ele liga missão e culto eucarístico, em termos tão persuasivos como estes: «A primeira motivação para evangelizar é o amor que recebemos de Jesus […]. Se não sentimos o desejo intenso de comunicar Jesus, precisamos de nos deter em oração para lhe pedir que volte a cativar-nos. […] Como é doce permanecer diante dum crucifixo ou de joelhos diante do Santíssimo Sacramento, e fazê-lo simplesmente para estar à frente dos seus olhos! Como nos faz bem deixar que Ele volte a tocar a nossa vida e nos envie para comunicar a sua vida nova!» (Evangelii Gaudium, 264).
É neste sentido forte que a Eucaristia, sacramento do amor de Cristo, se torna em fonte permanente da missão que o difunde. Mas por necessidade intrínseca, a mesma que fazia São Paulo exclamar aos coríntios: «Sim, o amor de Cristo nos absorve completamente, ao pensar que um só morreu por todos e, portanto, todos morreram. Ele morreu por todos a fim de que, os que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para aqueles que por eles morreu e ressuscitou» (2 Cor 5, 14).
Entendamos: Com Cristo, aprendemos que o valor da vida não está em guardá-la ciosamente para si, mas em dá-la generosamente aos outros e pelos outros. E quem tal descobre – e na medida em que o descobre - entra na mesma lógica de amor e dádiva, com geral benefício e verdadeira realização de si próprio, em comunhão ativa com o amor universal de Cristo, como o Apóstolo escreve depois aos colossenses: «Agora, alegro-me nos sofrimentos que suporto por vós e completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo, pelo seu Corpo, que é a Igreja» (Col 1, 24).Alegria em sofrer com Cristo pelo bem de todos é a alma imprescindível da missão. O mesmo se pode dizer, aliás, do amor sem mais, que sempre implica sofrer com os males dos outros e arriscar pelo bem deles. Em Cristo, tal sentimento é elevado à gratuidade total de quem ama apenas porque sim e até aos próprios inimigos (cf. Mt 5, 44). Todo o discípulo a aprende e todo o missionário o reconhece. 
Para o Papa Francisco, como ouvimos, a fonte só pode ser a Eucaristia celebrada e adorada, daí mesmo recebendo o absoluto amor divino. É também neste sentido que escreve: «A Igreja não pode dispensar o pulmão da oração, e alegro-me imenso que se multipliquem, em todas as instituições eclesiais, os grupos de oração, de intercessão, de leitura orante da Palavra, as adorações perpétuas da Eucaristia» (Evangelii Gaudium, 262).     

A ligação entre Eucaristia e criação é estabelecida pelo Papa Francisco na sua Encíclica Laudato si’, sobre o cuidado da casa comum, de 24 de maio de 2015.
Certamente reconhecemos – e é indispensável que o reconheçamos todos, dos cidadãos aos líderes nacionais e mundiais – que a questão ecológica se tornou inadiável e decisiva para o futuro da humanidade no seu conjunto. Uma verdadeira educação ambiental é a melhor base para garantir políticas corretas e eficazes. Como realidade educativa, no sentido forte do termo, o cristianismo contém uma proposta ecológica, tão abarcante como a sua própria mensagem.
Por isso escreve o Papa Francisco: «Dado que tudo está intimamente relacionado e que os problemas atuais requerem um olhar que tenha em conta todos os aspetos da crise mundial, proponho que nos detenhamos agora a refletir sobre os diferentes elementos duma ecologia integral, que inclua claramente as dimensões humanas e sociais» (Laudato si’, 137).Pode ter causado alguma estranheza a publicação duma encíclica direta e totalmente dedicada à temática ecológica.
Perguntou-se mesmo se tal se integrava na Doutrina Social da Igreja… Certamente que sim e inadiavelmente também, pois a luz evangélica incide sobre a realidade total da humanidade e do mundo na respetiva interligação. A humanidade é a parte pensante e responsável duma criação divina que lhe foi entregue para guardar e cuidar, de todos para todos (Gn 1, 28), não para lesar ou destruir, pelo egoísmo dalguns e o descaso de muitos.
Mas nunca o perigo foi tão grande nem as eventuais consequências tão gravosas, à escala mundial. Por isso o Papa adianta: «É fundamental buscar soluções integrais que considerem as interações dos sistemas naturais entre si e com os sistemas sociais. Não há duas crises separadas: uma ambiental e outra social; mas uma única e complexa crise socio-ambiental. As diretrizes para a solução requerem uma abordagem integral para combater a pobreza, devolver a dignidade aos excluídos e, simultaneamente, cuidar da natureza» (Laudato si’, 139).
É precisamente por esta integralidade da solução, face à correlação dos problemas socio-ambientais, que o Papa Francisco ligará Eucaristia, criação e cuidado ecológico. Na verdade, um olhar crente sobre a realidade física não a vê apenas como “natureza” ou seja aquilo que nasce e depois morre, floresce e depois seca, indiferentemente quase. Vê-a como “criação” e dom de Deus criador, que em tudo deixa o sinal da sua presença e em cada coisa um convite à contemplação e à partilha, como tal contemplação induz, porque de dádiva se trata.
O cristão sabe também que o próprio Deus criador se fez redentor, quando na humanidade de Jesus retomou o mundo para o recuperar e divinizar até. E, como no corpo físico de Jesus assim aconteceu e ressuscitou, assim no seu corpo eucarístico se assinala e oferece. Escreve o Papa: «A criação encontra a sua maior elevação na Eucaristia. […] No apogeu do mistério da Encarnação, o Senhor quer chegar ao nosso íntimo através dum pedaço de matéria. […] Na Eucaristia, já está realizada a plenitude, sendo o centro vital do universo, centro transbordante de amor e de vida sem fim. Unido ao Filho encarnado, presente na Eucaristia, todo o cosmo dá graças a Deus. Com efeito a Eucaristia é, por si mesma, um ato de amor cósmico» (Laudato si’,  236).   
Acredita o Papa – e com ele acreditamos também – que na Eucaristia o pão, o vinho e nós próprios que os comungamos, tudo é assumido pelo próprio Deus, que em Cristo incarnou, para em Cristo tudo garantir. E assim se reforça um olhar novíssimo sobre a realidade inteira, do micro ao macrocosmo, da física das coisas à metafísica dos seus porquês e à verdade do seu significado. É também por isso que a revelação cristã, eucaristicamente centrada e celebrada, requer o compromisso duma ecologia integral.
A Eucaristia dominicalmente celebrada, muito especialmente. Porque foi o dia da redescoberta de Cristo vivo no meio dos seus; e tão por dentro de tudo, seja onde for, que nem precisou que lhe abrissem a porta da casa onde estavam encerrados de corpo e de espírito (cf. Jo 20, 19). Ele e a sua paz garantem agora, Domingo a Domingo, a pausa e o respiro onde cabemos nós e cabem todos os outros, onde a criação inteira se integra e salva também, com tanta amplitude dela como responsabilidade nossa. Oiçamos ainda o Papa, noutro trecho da sua encíclica ecológica: «A participação na eucaristia é especialmente importante ao domingo. Este dia, à semelhança do sábado judaico, é-nos oferecido como dia de cura das relações do ser humano com Deus, consigo mesmo, com os outros e com o mundo. […] A lei do repouso semanal impunha abster-se do trabalho no sétimo dia, “para que descansem o teu boi e o teu jumento e tomem fôlego o filho da tua serva e o estrangeiro residente” (Ex 23,12). O repouso é uma ampliação do olhar que permite voltar a reconhecer os direitos dos outros. Assim, o dia de descanso, cujo centro é a Eucaristia, difunde a sua luz sobre a semana inteira e encoraja-nos a assumir o cuidado da natureza e dos pobres» (LS, 237).

Por fim, a ligação entre Eucaristia e família é salientada pelo Papa Francisco na Exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, sobre o amor na família, de 19 de março de 2016. Não podia deixar de ser referida, tal ligação, uma vez que a reflexão sinodal, assumida e desenvolvida pelo Papa, visou uma situação atual globalizada que não beneficia, antes contraria, a estabilidade matrimonial e familiar, pondo assim em causa a própria estabilidade social. Por isso escreve: «Ninguém pode pensar que o enfraquecimento da família como sociedade natural fundada no matrimónio seja algo que beneficia a sociedade. Antes pelo contrário, prejudica o amadurecimento das pessoas, o cultivo dos valores comunitários e o desenvolvimento ético das cidades e das aldeias. Já não se adverte claramente que só a união exclusiva e indissolúvel entre um homem e uma mulher realiza uma função social plena, por ser um compromisso estável e tornar possível a fecundidade» (Amoris Laetitia, 52).
Daqui que o fio condutor da Amoris Laetitia seja precisamente o de inculcar e desenvolver aquilo a que o Papa chama a “pastoral do vínculo”, nos seguintes termos: «Tanto a pastoral pré-matrimonial como a matrimonial devem ser, antes de mais nada, uma pastoral do vínculo, na qual se ofereçam elementos que ajudem quer a amadurecer o amor quer a superar momentos duros» (Amoris Laetitia, 211). 
Momentos duros, realmente, que hão de ser prevenidos, acompanhados e superados pelo apoio comunitário e a motivação íntima dos esposos. Motivação que o Papa expressa em termos de “espiritualidade” e “espiritualidade do vínculo”, mais precisamente. Depois de prestar toda a atenção e discernimento aos percursos conjugais mais ou menos realizados, quase conclui assim a sua Exortação: «Em suma, a espiritualidade matrimonial é uma espiritualidade do vínculo habitado pelo amor divino» (Amoris Laetitia, 315). 
Espiritualidade do vínculo habitado pelo amor divino… Maneira de apelar a uma radicação mais forte da vida matrimonial, que a faça participar no próprio vínculo que Deus estabelece com a humanidade inteira, no amor com que Cristo nos oferece indissoluvelmente a sua vida. Esse mesmo que a Eucaristia – as Bodas do Cordeiro – celebra e oferece aos esposos e às famílias dos que “se casam no Senhor” (cf. 1 Cor 7, 39).
Este laço sacramental entre Eucaristia e Matrimónio é assim referido pelo Papa: «Aqui [na Ceia Eucarística], os esposos podem voltar incessantemente a selar a aliança pascal que os uniu e reflete a Aliança que Deus selou com a humanidade na Cruz. A Eucaristia é o sacramento da Nova Aliança, em que se atualiza a ação redentora de Cristo (cf. Lc 22,20). 

Constatamos, assim, os laços íntimos que existem entre a vida conjugal e a Eucaristia. O alimento da Eucaristia é força e estímulo para viver, em cada dia, a aliança matrimonial como “igreja doméstica”» (Amoris Laetitia, 318).

Caríssimos participantes no I Congresso Eucarístico Nacional de Angola, concluo esta apresentação dalguns pontos fundamentais da reflexão papal sobre a Eucaristia, em três incidências oportunas: Eucaristia e evangelização, Eucaristia e criação e Eucaristia e família. Agradeçamos o providencial ministério do Papa Francisco, na presente situação da Igreja e do mundo e da Igreja para o mundo. Tudo cristãmente centrado na vida e no Espírito de Jesus de Nazaré. Tudo cristãmente possibilitado pela Eucaristia em que Ele continuamente se oferece. 
Também para a vida da grande nação angolana, que Deus muito ama e o Papa solicitamente acompanha. Poderemos concluir com um título transformado em desígnio, numa “ação de graças” redobrada em partilha: A Eucaristia para uma Angola eucarística!

Huambo, 14 de junho de 2017

+ Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa


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1) Manuel Nunes Gabriel, Angola. Cinco séculos de cristianismo, Queluz, Literal, s.d., p. 59-60. Também outro rei do Congo, D. Pedro II Afonso (1622-1624) “foi notável pela sua fé cristã e exemplar vida religiosa» (ibidem, p. 64).
2) Ibidem, p. 76, citando Cadornega.


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