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20 de Março de 2017

Médicos Católicos defendem que «eutanásia não é um ato médico»

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A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) afirmou em Conselho Nacional a sua “absoluta oposição à prática da Eutanásia”, num contributo para o debate sobre o tema, defendendo o valor da vida humana e o papel do médico. “Reafirmamos, pois, com convicção e fortaleza, que toda a vida merece acolhimento, respeito e proteção. Que toda a vida tem dignidade. Que nenhuma circunstância a tornará indigna. Muito menos a doença ou o sofrimento”, lê-se num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.
Os médicos católicos explicam que querem estar ao serviço da vida e dos doentes e referem que conhecem a “importância da confiança” na relação médico-doente e no sistema de saúde. “A possibilidade da Eutanásia fere de morte esta confiança”, alerta a associação que manifesta a “veemente oposição” à legalização da Eutanásia e “à violação ou alteração do Código Deontológico”. A AMCP apresenta 10 razões que justificam o reafirmar da sua “absoluta oposição à prática da Eutanásia” que “não é um ato médico”. “Os princípios da medicina excluem a prática da eutanásia, da distanásia e do suicídio assistido. Não se pode instrumentalizar a medicina com objetivos que são alheios à sua atividade, à sua prática, à sua Ética e à Lei Fundamental”, pode ler-se.
A Associação dos Médicos Católicos Portugueses assinala que “não é possível” ser médico sem passar pelo confronto “com o sofrimento e com a morte” mas os médicos não são “donos da vida dos doentes”, como não são donos da sua morte. “É possível aliviar a dor física intensa e a angústia. Os medicamentos hoje disponíveis tornam possível o bem-estar, sem dor”, observam.
O documento foi aprovado por “unanimidade” no último Conselho Nacional da AMCP, a 18 de março, em Fátima, tendo como pano de fundo a próxima apresentação na Assembleia da República de dois projetos de lei que pretendem legalizar a prática da Eutanásia. Segundo a AMCP, o debate público tem introduzido ideias como “as da autodeterminação, da liberdade, da dignidade e da compaixão”, considerando que é preciso ser claro com termos que pretendem “confundir e manipular a opinião pública”. “A vida é um direito inviolável e irrenunciável. Ninguém deverá ter, seja em que circunstâncias for, o direito a ser morto. A pretensão de querer eliminar o sofrimento é compreensível. Mas não se elimina o sofrimento com a morte: com a morte elimina-se a pessoa que sofre”, desenvolve. Neste âmbito, defende o “alargamento” das redes de cuidados continuados e de cuidados paliativos, que “é o esforço” que uma sociedade mais humana deve promover.


Ecclesia 


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