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04 de Maio de 2015

75 anos da chegada a Portugal das Filhas de Maria Auxiliadora

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Conhecidas como Salesianas de D. Bosco, as Filhas de Maria Auxiliadora são um instituto que procura a educação integral da juventude. Chegadas a Portugal há 75 anos, a sua presença na Diocese de Lisboa faz-se também através do cuidado aos mais pobres, em especial no Bairro Fim do Mundo, na Galiza, Estoril.

O Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) tem, em todo o mundo, cerca de 13 mil religiosas. “Somos o instituto de vida ativa mais numeroso da Igreja”, revela ao Jornal VOZ DA VERDADE a provincial das Filhas de Maria Auxiliadora, irmã Maria das Dores Rodrigues, lembrando uma afirmação do secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, da Santa Sé, monsenhor José Rodríguez Carballo, que marcou presença no capítulo geral desta congregação feminina. Segundo o site da Província Portuguesa das FMA (www.salesianas-por.net), no continente europeu existem cerca de 7 mil religiosas deste instituto, seguindo-se a América, com mais de 4 mil irmãs, a Ásia, onde estão cerca de 2 mil salesianas, África, com menos de 500 religiosas, e a Oceânia, onde estão presentes cerca de meia centena de FMA. “Estamos presentes em 95 países, dos cinco continentes”, acrescenta a irmã Dores.
A chegada a Portugal das Filhas de Maria Auxiliadora aconteceu há 75 anos. Foi em Évora, no ano de 1940. “As décadas de 40 e 50 são de grande expansão do instituto pela Europa. Cinco irmãs de Itália chegaram ao porto de Lisboa, de barco, a pedido do Arcebispo de Évora, que foi a Turim pedir irmãs salesianas, à superiora geral da altura, para a educação das meninas da Casa Pia de Évora. Três anos depois, as FMA abriram, no Monte da Caparica, ao tempo pertencente à Diocese de Lisboa, uma casa com 500 internas. Em 1947 foi inaugurada a casa de Setúbal, que se mantém hoje em dia e é a mais antiga do instituto. Em 1952, partiu de Portugal, com religiosas portuguesas e espanholas, a primeira expedição para Moçambique, e em 1953 a FMA abriu a primeira casa no Monte Estoril, no Patriarcado de Lisboa. No ano mariano de 1954 foi erigida a Província Portuguesa de Nossa Senhora de Fátima, com sede no Monte Estoril, que contava com mais de 60 irmãs e dez casas: nove em Portugal e uma em Moçambique”, relata a irmã Maria das Dores Rodrigues.

Missão em Lisboa
A presença do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora no Patriarcado de Lisboa é feita através de quatro casas, todas situadas na zona de Cascais, Estoril e Monte Estoril. Em 1958, foi inaugurado, no centro de Cascais, o Externato de Nossa Senhora da Assunção. “Atualmente funciona nesta escola o ensino pré-escolar, IPSS, e o 1º ciclo, em regime particular, com duas turmas cada ano e perto de 400 alunos”, aponta a provincial. Ainda na paróquia de Cascais, as Salesianas estão presentes, desde 1976, no Externato de Nossa Senhora do Rosário, no Bairro do Rosário. “Começou por ser um pré-escolar para responder às crianças pobres das barracas do bairro de lata que lá havia, no pós-25 de abril. Em 1985, abrimos uma escola de 2º e 3º ciclo, particular, com três turmas cada ano, mantendo sempre o pré-escolar. Temos, nos dias de hoje, cerca de 500 alunos”, destaca a irmã Dores.
A presença das FMA no Bairro do Fim do Mundo, na Galiza, Estoril, tem uma característica “mais social e pastoral”. “Somos a única congregação presente no bairro, que antigamente era de lata e que tem muitos africanos e ciganos. Começámos a trabalhar lá em 1971, sem comunidade. A irmã Elvira, com mais algumas religiosas, dava aulas durante o dia e ao fim da tarde ia para o bairro apoiar as crianças. As irmãs iniciaram um trabalho de inserção social, legalização, alfabetização, cuidados de saúde, encaminhamentos para procedimentos legais, etc… Em 1993, abrimos uma casa no bairro, a Casa de Nossa Senhora de Fátima, onde ainda mantemos a comunidade. Além do apoio na igreja da Boa Nova, temos uma obra, em parceria com a Câmara de Cascais, uma ludoteca, que é uma espécie de ATL, que acolhe crianças e adolescentes das escolas locais. É uma presença e uma ação muito importante, com os pobres mais pobres”, frisa a irmã Maria das Dores.




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