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“As redes sociais trazem mais pessoas à Igreja”
20 de Novembro de 2020
Padre Diamantino Faustino, pároco de Linda-a-Velha
“As redes sociais trazem mais pessoas à Igreja”

O confinamento, em março, impulsionou uma presença crescente do padre Diamantino nas redes sociais. Tudo começou com a “necessidade de estar ligado aos paroquianos, de chegar a todos com uma palavra de esperança”. Atualmente, com um número crescente de seguidores, o pároco de Linda-a-Velha, apresenta o contributo “positivo” trazido pelas redes sociais à evangelização.


“Bom dia! Como estás? Com boa disposição? O Senhor está contigo! Não te esqueças nunca disso!”. É assim, com esta “positividade”, que diariamente o padre Diamantino Faustino começa os seus vídeos nas redes sociais. À saudação, junta uma breve – mesmo muito breve – reflexão sobre o santo do dia, um salmo ou um documento do Papa. Tudo em menos de um minuto e para um número cada vez mais crescente de “seguidores”, sobretudo na rede social TikTok onde já soma aproximadamente 1500. “A mensagem que pretendo passar é positiva, de complementaridade com o trabalho presencial que se faz na paróquia”, destaca, ao Jornal VOZ DA VERDADE, o pároco de Linda-a-Velha. “Existe a ideia de que as redes sociais vão substituir a igreja e que as pessoas vão deixar de ir. É o contrário! As redes sociais trazem muito mais pessoas à Igreja. Há aqui uma sinergia e nós temos que a saber usar”, observa o sacerdote que, antes de março deste ano nunca tinha imaginado esta sua presença nas redes sociais. “Tudo começou com o confinamento, com a necessidade de estar ligado aos paroquianos, de chegar a todos com uma palavra de esperança. Foi esse o objetivo inicial. Na paróquia, tínhamos apenas um site, tipo blog, com as informações essenciais e não tínhamos página no Facebook ou no Instagram. A partir da necessidade de manter o contacto com as pessoas, criei a página da paróquia no Facebook e foi aí que começou a interação, sobretudo com as transmissões, em direto, das celebrações da Missa e da Oração de Vésperas – que ainda hoje se mantêm”, explica o sacerdote, de 47 anos. 

Campos de missão
No início desta história, a rede social mais utilizada era o Facebook, mas a presença virtual do padre Diamantino não ficou por aí. “Apercebi-me que, nas redes sociais, as pessoas estão em sítios diferentes. Eu não tinha essa ideia até ter perguntado aos jovens se tinham visto a transmissão no Facebook. Um deles respondeu que eles não tinham página no Facebook e que isso é para os mais velhos. Depois, reparei que os adolescentes não estão tanto no Instagram, mas no TikTok”, conta o sacerdote, revelando que esta última rede social foi a “surpresa disto tudo”. “É a que tem mais seguidores das minhas contas pessoais e a que tem mais interação, até com gente mais afastada. As tais ‘periferias’ da Igreja surgem muito ali, naquela zona. Há pessoas a dizer: ‘Há muito tempo que não vou à igreja, mas gosto de o ouvir...’ ou ‘Eu sou ateu, mas gosto da sua mensagem. É uma mensagem positiva que nós precisamos’. Claro que também existem aquelas pessoas que são contra a Igreja e que estão sempre a dizer mal. Também é interessante ver como a mentalidade contra a Igreja surge e qual a linguagem que é usada”, observa o sacerdote.


Aproveitar positivamente as redes
Para o padre Diamantino, o aspeto positivo das redes sociais “é muito maior do que o negativo” e “merece ser aproveitado” do ponto de vista pastoral. A interação pode, simplesmente, surgir “através de uma presença”, ao longo do dia, num vídeo de 10 ou 15 segundos a dizer: “Agora vou visitar um doente, estou aqui com os jovens a fazer a desinfeção da igreja ou outras coisas que, ao longo do dia, vão surgindo”. “De repente, o prior deixou de ser alguém que as pessoas só veem ao Domingo e que não sabem bem o que é que ele faz” para ser alguém que está mais próximo, “através de uma visibilidade diária, com a intenção de mostrar, com simplicidade, aquilo que se faz em cada dia”. “Há uma mensagem, há uma Boa Nova que é preciso anunciar, e vamos anunciar neste formato e nesta maneira de estar”, afirma, entusiasmado, este pároco.



  • Leia a reportagem completa na edição do dia 22 de novembro do Jornal VOZ DA VERDADE, disponível nas paróquias ou em sua casa.


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