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Nomeação do Pároco de Camarate
04 de Setembro de 2020
Nomeação
Nomeação do Pároco de Camarate


DOM MANUEL III, CARDEAL-PRESBÍTERO DA SANTA IGREJA ROMANA, DO TÍTULO DE SANTO ANTÓNIO DOS PORTUGUESES NO CAMPO DE MARTE, POR MERCÊ DE DEUS E DA SÉ APOSTÓLICA, PATRIARCA DE LISBOA.


Aos que esta carta virem saúde, paz e bênção.


Fazemos saber que sendo necessário prover à cura das almas da paróquia de São Tiago de Camarate, vigararia de Sacavém, concelho de Loures, havemos por bem confiá-la aos cuidados pastorais do presbítero Luís Filipe da Costa Dias (Comboniano), que nomeamos pároco da mesma, com os direitos e obrigações inerentes a este múnus, segundo a Lei da Igreja e o que circunstâncias especiais aconselharem. Por mais este título, o consideramos nosso especial colaborador e asseguramos-lhe a confiança e auxílio indispensáveis ao bom desempenho da sua missão, assim como a estabilidade no ofício, que o bem das almas requeira.

Exerça ele de tal modo o seu ministério de ensinar, santificar e governar, que os fiéis e toda a comunidade paroquial se sintam, de facto, membros vivos da Igreja diocesana e universal. Seja a sua atividade pastoral sempre penetrada de espírito missionário, para abranger, como deve, quantos vivem na paróquia. 

No desempenho do múnus de ensinar, pregue a Palavra de Deus a todos os fiéis, para que estes, fundados na fé, na esperança e na caridade, cresçam em Cristo e, reunidos na comunhão da Igreja, ofereçam ao mundo o testemunho de amor, que o Divino Mestre recomendou (cfr. Jo. 13,35). Seja diligente em garantir a todos uma adequada formação catequética e apostólica, e não descure a evangelização dos que ainda não conhecem Cristo. Empenhe-se de modo particular em promover a dignidade do matrimónio e da família.

No trabalho de santificação das almas, procure que a celebração do Sacrifício Eucarístico seja o centro e o ponto culminante de toda a vida da comunidade cristã. Recorde a sua obrigação de, em todos os domingos e dias de preceito, aplicar a Missa pelo povo que lhe foi confiado. Esforce-se ainda para que os fiéis se alimentem no espírito pela Graça de Deus, recebendo com devoção e frequência os Sacramentos e participando, de modo consciente e ativo, na Liturgia.

No cumprimento do dever pastoral, procure conhecer bem o próprio rebanho e, sabendo-se ao serviço da Igreja, promova o progresso da vida cristã, quer nos indivíduos, quer nas famílias, quer nas associações, sobretudo de apostolado, quer ainda em toda a comunidade paroquial. Visite as famílias e as escolas, segundo as exigências do seu múnus pastoral; atenda diligentemente os adolescentes e os jovens; manifeste especial predileção pelos pobres e pelos doentes, e seja sinal do amor de Cristo para com os mais desprotegidos e necessitados.

Não descure o património da paróquia e tenha especial cuidado em observar as normas canónicas relativamente ao arquivo e livros paroquiais.

Mantenha-se unido aos outros sacerdotes e sinta-se corresponsável pelo bem de toda a Diocese. Lembre-se que os bens materiais adquiridos no exercício da sua missão andam intimamente ligados ao múnus sagrado. Socorra, pois, generosamente as necessidades materiais da Igreja, segundo as próprias disponibilidades e as indicações superiores.

Finalmente, esperamos que os paroquianos o recebam, como legítimo pastor, e o auxiliem no bom desempenho da sua missão. Todos se lhe devem unir, pela oração e pela atividade apostólica. Concorram para a sua côngrua sustentação, de modo que, liberto de absorventes preocupações económicas, possa dedicar-se inteiramente ao serviço evangélico da comunidade paroquial.

Esta nossa Carta será lavrada em duplicado. Um exemplar servirá de título ao Pároco e o outro será arquivado na Cúria Patriarcal.

Dada em Lisboa, aos 4 dias do mês de Setembro do ano de 2020.


†  Manuel, Cardeal-Patriarca                               

L+S


Cón. Jorge Manuel Tomaz Dias
Chanceler



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