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Tempo de “novos desafios” apela a “dar a vida” pelos que precisam
26 de Junho de 2020
Federação Solicitude
Tempo de “novos desafios” apela a “dar a vida” pelos que precisam

A Assembleia Geral da Federação Solicitude destacou os “novos desafios” que as instituições sociais são chamadas a responder, no contexto da pandemia. Existe “um apelo a darmos a vida no dia-a-dia das Instituições”, aponta a federação.

O presidente da Direção da Federação Solicitude, José António Parente, considera que o contexto atual de pandemia “tem sido uma oportunidade” para as instituições de solidariedade irem “ao mais profundo, às origens” da razão de existirem. “Quem somos e para que existimos?”, questionou o responsável durante o Assembleia Geral da Federação Solicitude que decorreu hoje, no Centro Pastoral de Torres Vedras. “Vivemos um tempo de novos desafios que as famílias nos lançam, e que nos obrigam a repensar novas soluções. Um apelo a darmos a vida no dia-a-dia das Instituições, a favor dos que de nós precisam. Muitas pessoas das nossas comunidades deixaram de ser uma ‘estatística’ e, pelas piores razões – fome e necessidade –, passaram a ter um rosto nosso conhecido!”, referiu.

Este encontro, onde foi apresentado e aprovado o Relatório de Atividades e Contas referente a 2019, contou ainda com a presença do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente e do Bispo Auxiliar D. Américo Aguiar, que acompanha a pastoral sociocaritativa na diocese. Na intervenção inicial, o Cardeal-Patriarca deixou “palavras de reconhecimento e de estímulo pelo trabalho desenvolvido pelas instituições, nesta fase difícil de pandemia”, anunciou a organização em comunicado. No encontro, D. Manuel Clemente deixou ainda “palavras de esperança” a todos os presentes. 

A direção da Federação Solicitude assinalou um aumento dos pedidos de apoio domiciliário às instituições, o que vem colocar um “novo problema”: “ter mais colaboradores aptos para trabalhar e ter financiamento para salários! Mas simultaneamente encontrar mão-de-obra disponível e apta para as funções”, salienta o comunicado. Nesta iniciativa foi também assinalado o papel da Segurança Social, na resposta às “necessidades das instituições”, apresentando “soluções para as dificuldades que foram surgindo”. 
Também foi salientada a preocupação e “angústia” das instituições com os custos fixos avultados, que já existiam, e a que se veio juntar os custos com os equipamentos de proteção individual. “Precisamos ter acesso privilegiado a máscaras, gel e luvas para o desempenho mais seguro dos serviços. Isto porque para além dos custos com estes materiais, denota-se escassez de alguns, em especial das luvas”, alerta o comunicado.
Na assembleia onde estiveram 32 instituições representadas foi ainda sublinhada a “experiência vivida, neste período”, na articulação com as Entidades Públicas e com outras Federações, Uniões, e Confederações, nomeadamente a CNIS. Foi “tempo de dar as mãos e de nos unirmos para fazermos chegar às instituições de base todo o apoio e solidariedade que nos era possível. Este Tempo pode-nos ensinar muitas coisas para tempos futuros”, destaca o presidente da Direção da Federação Solicitude, José António Parente.

No encontro, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, cónego Francisco Crespo, informou os associados das dificuldades das famílias que vivem na cidade de Lisboa, e que levaram a um aumento das refeições servidas por algumas instituições e a constatar “dificuldades” na entrega de alimentos por parte do Banco Alimentar contra a fome. Foi também assinalada a iniciativa da Cáritas Diocesana de Lisboa que disponibiliza “tickets” de refeição.

No final do encontro, o Bispo Auxiliar de Lisboa D. Américo Aguiar dirigiu-se aos associados para frisar a “necessidade de as Instituições darem informação cabal da sua realidade. “A colaboração e articulação nesta matéria também é um serviço que prestamos”, salientou.



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