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'A família é transversal a todos os setores da pastoral'
13 de Fevereiro de 2020
Diretores da Pastoral Familiar
'A família é transversal a todos os setores da pastoral'

Regiani e Tiago Líbano Monteiro foram nomeados diretores da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa há 8 meses e testemunham, em entrevista ao Jornal VOZ DA VERDADE, os desafios desta missão que passa não por “fazer coisas” ou “criar estruturas”, mas por colocar a família “em tudo o que se faz nas paróquias”.

A entrevista ao casal diretor da Pastoral Familiar da diocese decorreu durante a Jornada Diocesana de Pastoral Familiar, no passado dia 8 de fevereiro, no Turcifal. Regiani e Tiago Líbano Monteiro apontaram aquele encontro como determinante para projetar um “simpósio sobre a Educação dos Filhos”, que vai ter lugar no próximo ano. Para já, perspetivam a Festa da Família (7 de junho, em Óbidos), onde esperam o “envolvimento” de todas as realidades diocesanas. 


Nesta Jornada Diocesana de Pastoral Familiar, elegeram como temáticas o “acompanhamento de casais novos” e a “educação dos filhos”. Como chegaram a esta escolha?

Regiani (R) – Quando começámos na Pastoral Familiar, fizemos questão de ir visitar, pessoalmente, cada uma das zonas da diocese. Dividimos a diocese em cinco zonas e fizemos cinco encontros e ouvimos também os movimentos. Nesses encontros, fizemos uma auscultação de temas que a Pastoral da Família podia abordar, abrimos à discussão, apresentámos mais temas e fizemos uma votação em cada encontro. Daí, saiu o tema ‘Acompanhamento de casais novos’ como sendo o mais importante.

Tiago (T) – Já em relação ao tema ‘Educação dos filhos’, é um pouco diferente. Em conversas com o padre Duarte da Cunha [Assistente da Pastoral da Família], pensámos que podia ser um tema grande para o próximo ano. 


Nesta iniciativa, foi sublinhada a dimensão relacional entre comunidade paroquial e família. Como é que a Pastoral da Família pretende abordar este assunto?

T – Quando começámos esta responsabilidade, como diretores da Pastoral da Família, reunimos uma equipa que vinha bastante da equipa anterior, com mais um ou dois casais. A primeira coisa que fizemos foi reunir com cada um deles, conhecê-los como casal e como família. Fomos a casa de cada um e jantámos com eles, de modo a começarmos assim a ser ‘Família de Famílias’, como sublinha D. Manuel Clemente. E, de facto, isso faz uma diferença enorme! Começa aqui! É partir daqui que é gerada esta ‘Família de Famílias’ e, em cada comunidade, deve ser assim. O nosso Patriarca diz muitas vezes: “Que bom que era se nós, em cada comunidade, pudéssemos contar as famílias em vez do número de pessoas”. Neste sentido, podemos fazer isto em cada grupo a que nós pertencemos. Podemos fazer isto, podemos conhecer as famílias que estão connosco. Fizemos isto como exemplo, mas era isso que gostávamos de propagar. 

R – Este sentido de comunidade é muito importante. Não há estrutura se não há uma relação. Essa é uma preocupação grande que temos.


Sobre a vossa nova missão como diretores da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa, como receberam este desafio?

R – Humildade e entrega. Dissemos que íamos rezar...

T – Recebemos um telefonema do padre Duarte da Cunha. Nós estávamos de partida, de férias com a família, para o Brasil. Ficámos admirados, mas, de facto, o tema da família é-nos muito querido e dissemos-lhe que tínhamos de rezar. Apesar de o tema da família nos ser muito querido, não temos nenhuma experiência em termos diocesanos, nem nunca tínhamos participado em nada em termos vicariais ou paroquiais da Pastoral da Família...

R – Fomos conhecendo a realidade desta pastoral falando com o padre Duarte, com D. Manuel Clemente – que nos entusiasmou –, fomos conhecendo a equipa e percebemos que podíamos ser mãos para essa obra. Dissemos “sim”. 


Quais os principais desafios que encontraram?

T – Ainda é um pouco cedo, mas, em primeiro lugar, o nosso desconhecimento. Uma coisa seria já pertencermos à equipa e depois assumirmos a responsabilidade, mas, para nós, era tudo novo. 

R – Extrapolar esta missão para a diocese foi uma novidade para nós. Também foi muito bonito termos a noção do que se foi construindo com o padre Rui Pedro Carvalho [anterior diretor da Pastoral Familiar]. Digo sempre que estou a descobrir o mundo da Pastoral da Família. 

T – Temos estado muito com as Equipas de Nossa Senhora e temos também assumido algumas responsabilidades. É um movimento muito familiar, as reuniões são em casa dos casais, o que é ótimo para a Pastoral da Família porque partimos desse tipo de ambiente. Aqui, encontrámos um ambiente também familiar.


Como é que a Pastoral Familiar pode estar cada vez mais presente na vida das paróquias?

R – Para nós, foi importante perceber que a Pastoral Familiar não é fazer coisas, é agregar, promover o diálogo, ver o que cada um está a fazer e passar isso para os outros. O nosso papel não é criarmos estruturas nas paróquias. Temos primeiro que ver se existe Pastoral Familiar… se chegamos à catequese, se chegamos à bênção das grávidas, ver os doentes, como tocamos os jovens…

T – A família é transversal a todos os setores. Em vez de ser uma estrutura, deve ganhar esta transversalidade e, em tudo o que se faz na paróquia, deve-se colocar a família. Quando chegámos havia – e há – muita coisa e muita coisa nova. Ajudou-nos a ter o foco em duas prioridades: Famílias comVida e Festa da Família, que são as prioridades para este ano. E, ao mesmo tempo, ir conhecendo tanta coisa que existe. Vamos conhecendo, pouco a pouco, tudo o que há...


  • Leia a entrevista completa na edição do dia 16 de fevereiro do Jornal VOZ DA VERDADE, disponível nas paróquias ou em sua casa.

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