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08 de Novembro de 2019

Encerramento da visita da Imagem Peregrina à Vigararia Lisboa III

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O desafio para os cristãos se deixarem interpelar pelo “olhar” de Nossa Senhora foi deixado pelo Cardeal-Patriarca na celebração que assinalou o final da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Vigararia Lisboa III. No Mosteiro dos Jerónimos, D. Manuel Clemente desejou que o “contágio” que resulta do olhar de Maria seja consequente na missão de cada um. “A cidade está aí!”, apontou.

Na celebração que concluiu a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Vigararia Lisboa III, no passado Domingo, 3 de novembro, o Cardeal-Patriarca de Lisboa centrou a sua homilia no desafio aos cristãos para se deixarem olhar pelo olhar de Deus, de Jesus, que é o mesmo de Maria. “É um olhar que está atento, responde e corresponde. Os Pastorinhos deixaram-se olhar tanto por estes olhos de Maria que não quiseram outra coisa. Deixemo-nos olhar”, pediu D. Manuel Clemente, na igreja do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.
Na homilia onde foi escutado o episódio evangélico de Zaqueu, o Cardeal-Patriarca falou da “curiosidade” que levou Zaqueu – uma figura “desconsiderada” naquele tempo – a querer ver Jesus. “Zaqueu era pequenino e lá teve que trepar para um sicómoro para ver se Jesus passava. E Ele passou, parou, olhou e viu Zaqueu com um olhar tão reconstrutor que o penetrou profundamente. O olhar de Deus é um olhar que reconstrói, que não desiste. Neste momento, o olhar com que Deus nos olha, o olhar ressuscitado de Jesus aqui, no meio de nós, é um olhar que reconstrói”, sublinhou. 

Atenta às necessidades
Também o episódio das ‘Bodas de Caná’ foi lembrado por D. Manuel Clemente na celebração que assinalou a partida da imagem peregrina desta vigararia da cidade de Lisboa. “A boda corria o risco de ser um fiasco porque estava a faltar o vinho e o olhar de Maria deu por isso. Deu por isso, pediu e insistiu, e veio um vinho novo que nunca ninguém provara, com uma ordem aos criados: ‘Façam como Ele vos disser’. E apareceu! Do olhar de Maria, apareceu o vinho novo. O olhar de Nossa Senhora é sempre assim, está sempre do lado do que nos faz falta, como uma mãe”, referiu o Cardeal-Patriarca, lembrando que “foi assim, há mais de 100 anos, que os Pastorinhos de Fátima a viram, exatamente por causa das muitas necessidades da altura, sobretudo a guerra... e Nossa Senhora vem para anunciar a paz, exatamente com a mesma condição que tinha posto em Caná: ‘Faça-se aquilo que Jesus vos disser’. Ela veio como vem sempre”.
“Se é este o olhar de Deus, o olhar que Ele tem em Jesus Cristo para todos os Zaqueus e ex-Zaqueus deste mundo, se é este o olhar de Maria, atenta às necessidades, como é que nós olhamos para aquilo que nos rodeia? Estamos do lado de Deus? Estamos do lado de Maria?”, questionou D. Manuel Clemente, apelando à missão: “A cidade está aí! E, às vezes, as necessidades começam logo na nossa casa: aquele parente que precisa de mais atenção, aquele que é mais difícil de aturar, aquele vizinho que não tem quem o visite, aqueles que não têm onde se abrigar, aqueles que vêm de fora, aqueles, aqueles, aqueles... É importante estarmos aqui, mas para sermos olhados por Maria e ficarmos contagiados com o seu olhar para que se possa dizer de cada um de nós: ‘Tal Mãe, tais filhos’. Para Ela ficar contente connosco, para estarmos inteiramente do seu lado, do lado de Jesus, do lado de Deus. Seja este o grande fruto desta visita da sua Imagem, que vai continuar a peregrinar nos vossos corações, nas vossas consciências, nos vossos melhores sentimentos”, concluiu o Cardeal-Patriarca de Lisboa.

  • Leia a reportagem completa na edição do dia 10 de novembro do Jornal VOZ DA VERDADE, disponível nas paróquias ou em sua casa.


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