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19 de Julho de 2019

Missão: Cáritas Diocesana envia jovens para uma região francesa

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Carolina Costa, Margarida Fernandes, Rita Marques, Guilherme Machado e Ronaldo Rodrigues são os cinco jovens cujos nomes vão ficar ligados à história da Cáritas Diocesana de Lisboa, pois serão os primeiros voluntários a serem enviados em missão, pela instituição, para o estrangeiro. Partem este fim-de-semana e estarão, por 15 dias, na cidade de Ferrette, na região da Alsácia, em França, num trabalho com crianças, idosos, migrantes e refugiados.

“Ir em frente”
Carolina Costa, da Paróquia de Alcobaça, confessa que foi apanhada “desprevenida” com o convite para integrar a missão da Cáritas de Lisboa na Alsácia. O desafio chegou pela voz da coordenadora do grupo de jovens da paróquia, que Carolina integrou até ir para a faculdade estudar Medicina. “Não aceitei logo o convite, porque achei que era melhor fazê-lo com alguma ponderação. Sabia somente que íamos lidar com refugiados e com migrantes, mas não sabia se iríamos para um campo ou para um trabalho de integração que já estivesse a ser feito”, refere esta jovem, de 21 anos, ao Jornal VOZ DA VERDADE. Assumindo que “nunca teve língua francesa” na escola, Carolina diz que “a família acompanhou o processo de decisão” e garante: “Agora, é ir em frente! E é com entusiasmo que recebo a ideia de integrar um grupo que se propõe a trabalhar com o mesmo objetivo”. O que a motiva nesta atividade é a perspetiva de poder ajudar no que estiver ao seu alcance. “Espero poder dar de mim aquilo que tenho e explorar também o que tenho a dar. E, assim, pelo caminho, crescer um pouco”, pretende Carolina. “Fundamentalmente, é estar atenta àquilo que é necessário e aberta à experiência e à oportunidade”, acrescenta esta futura médica. 

‘Ok, vamos a isso!’
Margarida Fernandes, de 21 anos, voluntariou-se para a missão internacional da Cáritas de Lisboa de uma forma natural e espontânea. “Há cerca de três semanas, a Cáritas de Agualva-Cacém pediu voluntários e eu só disse: ‘Ok, vamos a isso!’”, conta ao Jornal VOZ DA VERDADE. “Estou a estudar Serviço Social e oiço muitas vezes, no grupo de jovens da paróquia a que pertenço, a frase: ‘Por vezes, Deus chama-nos por formas misteriosas’ e foi por isso que aceitei o desafio”, acrescenta. Paroquiana de Agualva, na Vigararia de Sintra, Margarida pertence também aos Jovens Sem Fronteiras e destaca o incentivo que recebeu, desde logo, por parte dos pais. “Só me disseram: ‘Força!’”. Entre os amigos, Margarida disse ter sentido “alguma ‘inveja’” positiva. “Alguns disseram-me que também queriam ir”, refere, entre sorrisos, esta jovem, sublinhando que percebe “praticamente tudo de francês”, mas que “falar é que é mais complicado…”. “Sai-me tudo em inglês”, brinca. Sobre a missão em França, esta jovem diz saber apenas que vai fazer “animação sociocultural com idosos” e “trabalhar com migrantes e refugiados”. “O que espero, principalmente, é poder transmitir a estas pessoas, sejam idosos ou migrantes, qualidade de vida e os ensinamentos que Jesus nos ensinou”, deseja Margarida Fernandes.

Deixar um pouco mais
“Se me estão a chamar, é porque precisam de ajuda”. Foi com este sentimento que Rita Marques “disse logo ‘sim’” ao convite da coordenadora da catequese na Falagueira para integrar o projeto da Cáritas de Lisboa na Alsácia. Esta jovem de 20 anos, que, tal como Margarida, é também presença habitual nas atividades do Banco Alimentar e de recolha de material escolar da Cáritas Paroquial, considera que “não vai” às ‘cegas’ para esta missão. “Estamos todos cientes do que se está a passar neste momento no mundo e temos minimamente ideia do que aquelas crianças estão a passar”, assume, ao Jornal VOZ DA VERDADE. Rita é estudante universitária no curso de Biologia Marinha em Faro, colabora nas duas paróquias, na catequese e também nos escuteiros, e diz que os amigos “já estavam à espera” que participasse numa missão deste género. “Sempre falei em ir fazer voluntariado para fora”, revela. A sua expectativa para a região da Alsácia é “poder ajudar”. “A minha expectativa é deixar um pouco mais do que aquilo que eles têm, nem que seja a nível de enriquecimento pessoal e espiritual. Se posso ajudar, a minha expectativa é ajudar, nem que seja só um idoso ou uma criança que tenha, naquele dia, uma perspetiva diferente só por termos tido uma conversa. Se assim for, os 15 dias já vão valer a pena”, considera.

  • Leia a entrevista completa na edição do dia 21 de julho do Jornal VOZ DA VERDADE, disponível nas paróquias ou em sua casa.


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