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12 de Julho de 2019

Cónego António Marim celebra 50 anos de ordenação sacerdotal

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A família foi “determinante” para a vocação sacerdotal do cónego António Marim, que celebra 50 anos da sua ordenação sacerdotal. Ao Jornal VOZ DA VERDADE, o pároco da Lapa, em Lisboa, recorda as paróquias por onde passou, os Bispos com quem trabalhou diretamente e fala do desafio “engraçado e apaixonante” que continua a ter, aos 81 anos, na Basílica da Estrela.

“Nasci num berço onde Deus estava presente” e essa “graça determinou toda a minha existência”. A importância da educação cristã, recebida em casa, definiram, desde muito cedo, o caminho percorrido pelo cónego António Marim até aos dias de hoje, em que assinala meio século de sacerdócio. “Se quisesse resumir estes 50 anos de sacerdote diria que a minha paixão tem sido por ser um caminho por onde se passa e que permite a outros, através de mim, mas por graça d’Ele, poderem encontrar Deus”, partilha o sacerdote, ao Jornal VOZ DA VERDADE, numa imagem que lhe foi transmitida “pela avó”. 
Apesar de pertencer a uma família fortemente “empenhada em dar notícia da sua fé”, a boa-nova da sua inquietação vocacional deixou, nos seus pais e seis irmãos, algum “espanto” quando propôs deixar de lado aquilo que “seria a continuidade de uma história, de um nome” de família. “Mas aceitaram muito bem, de forma muito serena”, assegura. Para esta compreensão contribuiu certamente a “boa” formação religiosa da mãe e a formação do pai, que tinha sido aluno num colégio dos Jesuítas. E foi, precisamente, na Companhia de Jesus que teve lugar uma das “fases mais marcantes da vida” de António Marim. 

Ter referências na vida
Terminando o liceu, então com 18 anos, e através da “intervenção muito cuidadosa” do padre António Queiroz, jesuíta, é sensibilizado para pensar na possibilidade de se abrir à vida sacerdotal. “Foi pouco a pouco que fui pensando nisso”, revela. Para essa abertura contribuiu muito uma imagem do seu pai que guarda até hoje. “Desde muito novo, há uma imagem que me percorre sempre que é ver o meu pai, de joelhos, a confessar-se, na Igreja de Santa Isabel. Foi muito curiosa a impressão que aquilo me causou, a incompreensão do momento e, depois, a ajuda da minha avó, ao pedir-lhe explicações. De uma maneira muito singela deu-me a explicação de como era importante ter referências na vida e voltar, de vez em quando, a fazer o ponto de situação. As referências que estão presentes na nossa vida, no caso, Nosso Senhor Jesus Cristo, leva-nos a ter que reajustar, reajustar constantemente o nosso caminho com o caminho d’Ele. Era o que o meu pai estava a fazer”, descreve. 

Encontro com “verdadeiros santos”
Depois de “circunstâncias favoráveis”, proporcionadas pela Companhia de Jesus, António Marim decidiu avançar com a sua decisão e ingressou no seminário de Soutelo, em Braga. “Aí fiz o meu noviciado, a primeira parte de estudos académicos, seguindo depois para a formação filosófica e, posteriormente, teológica”, já em Espanha. “Foram momentos preciosos de apuramento da vida espiritual com o encontro precioso de verdadeiros santos”, lembra o cónego Marim, referindo-se “aos irmãos” que foi encontrando na congregação. “Encontrei mestres extraordinários” e “encontrei-me com gente especializada nas coisas de Deus, mas de Deus, e isso é que marca!”. “Quando encontramos um mestre que não ensina, apenas, mas que tem um comportamento que é coerente com aquilo que ensina, isso marca definitivamente. Encontrei isto nos Jesuítas”, assegura.
Completada a formação, o então membro da Companhia de Jesus foi ordenado, na Sé de Lisboa, em 1969, pelo Cardeal Cerejeira. Face aos tempos conturbados que se viviam no clero, em que “entrou numa espécie de crise”, no período pós-Concílio, foi necessário que, em vez de prosseguir com o “remate” dos estudos [como é comum na formação dos sacerdotes jesuítas], tivesse uma “intervenção direta na vida pastoral, ajudando as instituições”, o que veio a acontecer no Colégio São João de Brito, onde lecionou Filosofia e teve como aluno Manuel Clemente, atual Cardeal-Patriarca de Lisboa, como o próprio fez questão de lembrar na celebração do passado Domingo, 7 de julho, na Basílica da Estrela (ver caixa).
Seguindo as ordens do seu superior, o padre António Marim muda-se depois para Bruxelas, na Bélgica, com a missão de lecionar numa universidade em Louvain-la-Neuve. Em 1974, tem a primeira nomeação como pároco, na Paróquia de Notre-Dame, em Dion-le-Mont. “Foram-me confiadas paróquias juntas ao sítio da universidade. Eram aldeias onde se encontravam professores e alunos. Foi um momento muito bonito”, lembra o sacerdote que revela ter recebido, por estes dias, uma mensagem do pároco atual da paróquia belga, onde assinalava os frutos da sua passagem por aqueles lugares.

  • Leia a entrevista completa na edição do dia 14 de julho do Jornal VOZ DA VERDADE, disponível nas paróquias ou em sua casa.


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