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08 de Junho de 2019

Associação Promotora da Criança fez 160 anos

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“Se não fosse obra de Deus, já se tinha extinguido”

A presidente da Associação Promotora da Criança, irmã Celina Laranjeiro, considera que o “segredo” da existência da instituição – que completou 160 anos – é ser uma “obra de Deus”. Na celebração que assinalou a efeméride, em Rio de Mouro, o Cardeal-Patriarca recordou a vida da fundadora, Madre Teresa de Saldanha, para destacar a “humildade” como “única garantia de que as coisas têm futuro”.

A história da Associação Promotora da Criança, que atualmente se encontra a servir a população de Rio de Mouro, começa bem no centro de Lisboa, em 1859, então com o nome de Associação Protetora das Meninas Pobres. À sua frente estava Teresa de Saldanha, que era “uma senhora da alta sociedade de Lisboa, que estava muito desperta para as necessidades da população, sobretudo da infância e juventude do seu país”, conta, ao Jornal VOZ DA VERDADE, a irmã Celina Laranjeiro, especificando a razão de ser desta instituição de solidariedade. “Em Lisboa, a associação tinha como finalidade a educação da infância e juventude e também o ensino da religião católica. Tinha ainda como objetivo importante ir em socorro das crianças com dificuldades de alimentação, dificuldades financeiras e que trabalhavam nas fábricas, nomeadamente na Fábrica dos Botões, em Alfama”, conta.

Adaptação às mudanças
Nestes 160 anos de existência, “sem interrupções”, os momentos mais turbulentos da instituição foram, sobretudo, motivados pelas mudanças sociais e políticas na sociedade portuguesa. Após a criação da instituição de cariz católico, que recebeu uma bula de aprovação do Papa Pio IX, em 1863, Madre Teresa de Saldanha começou por “pedir licença às religiosas de alguns conventos, que estavam em vias de extinção por força da lei de 1834, para que aí se pudessem lecionar aulas para meninas pobres”. Recrutou, entre as suas amigas, sócias para a associação e “Mestras” para ensinarem as crianças. As aulas espalham-se a outros concelhos e cidades, já com a presença das religiosas Dominicanas de Santa Catarina de Sena, fundadas, em 1866, pela mesma Teresa de Saldanha. “Era uma comunidade religiosa de vida ativa e contemplativa. Foi uma novidade, a primeira no país! Ela serviu-se das escolas da associação para aí introduzir as irmãs. De uma forma clandestina, as irmãs começaram a trabalhar em Portugal”, salienta a irmã Celina. 

  • Leia a reportagem completa na edição do dia 9 de junho do Jornal VOZ DA VERDADE, disponível nas paróquias ou em sua casa.


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