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22 de Junho de 2011

Dia da Igreja Diocesana: “A Palavra de Deus reafirma-se como manifestação de vida”

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D. José Policarpo vai continuar por mais dois anos como Pastor da Diocese de Lisboa. Foi o próprio Patriarca de Lisboa quem, durante o Dia da Igreja Diocesana, anunciou a decisão do Papa Bento XVI acerca do seu pedido de resignação enviado para Roma, em Fevereiro deste ano.

“Gostava de vos anunciar, hoje, Dia da Igreja Diocesana, que o Santo Padre Bento XVI já respondeu ao meu pedido de resignação, pedindo-me que prolongue o meu ministério episcopal, na Igreja de Lisboa, por mais dois anos”, revelou D. José Policarpo, no passado dia 19 de Junho, frisando que será “até ao último minuto o Bispo que Deus deu à sua Igreja, para a conduzir nos caminhos da comunhão”.

No Domingo da Santíssima Trindade, dia que a Igreja de Lisboa assinala habitualmente como o Dia da Igreja Diocesana, cerca de 2 mil pessoas juntaram-se ao Bispo da Diocese para comemorar os seus 50 anos de ministério sacerdotal, num gesto de comunhão que próprio Bispo reconhece. “Este ano em que celebro 50 anos de ministério sacerdotal, maior expressão da ternura de Deus por mim, tenho sentido, como hoje aqui, a beleza de uma Igreja que é comunhão. E ao sentir que este amor é participação no amor de Deus, a minha acção de graças só pode ser um hino à misericórdia, à bondade do Senhor”, destacou, durante a Eucaristia que encerrou este Dia.


Na homilia, D. José Policarpo lembrou ainda que “para a Igreja edificar-se como Povo do Senhor, crescer na fé, é mergulhar neste mistério do amor trinitário”, o que se torna “o desafio de todas as expressões cristãs, de todos os caminhos de pastoral”. “Quando proclamamos ‘esta é a nossa fé, esta é a fé da Igreja’ dizemos que esta é a Igreja que queremos ser. Esta é a beleza apaixonante da Igreja: sermos uns com os outros, uma comunhão de amor, à imagem da Santíssima Trindade. É isso a caridade”, acentuou o Cardeal-Patriarca.


A Palavra de Deus na vida

Sob o tema ‘50 Anos ao serviço da Palavra’, o Dia da Igreja Diocesana decorreu no Externato de Penafirme durante todo o dia de Domingo. Durante a manhã e após um tempo inicial de oração, oito painéis temáticos procuraram levar os cristãos da diocese a reflectir sobre as diversas dimensões da Palavra de Deus. Desde o Ministério do Bispo na Igreja local, a leitura da Palavra de Deus na Liturgia, na Nova Evangelização, na Educação da Fé e até nas redes sociais.


A manhã terminou com uma palavra do Cardeal-Patriarca a todos os participantes. Salientando que o Dia da Igreja Diocesana deste ano foi centrado no seu jubileu sacerdotal, D. José Policarpo convidou os cristãos à união. “Ajudem-me a dar graças, em união com a Festa que celebramos hoje, no Domingo da Santíssima Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O desafio que nos atrai para sermos melhor tem a ver com este mistério de Deus que nos envolve e nos convida continuamente”. O tema escolhido para este Dia, ‘50 anos ao serviço da Palavra’, levou também D. José Policarpo a fazer um exame de consciência: “Em que medida é que durante 50 anos eu estive sempre ao serviço da Palavra?”, questionou, revelando um pormenor dos seus discursos: “Sempre que falo em público, preparo as intervenções. Raramente falo sem ter pensado o que vou dizer. Mas tantas vezes me aconteceu que, quando estava a falar, não disse aquilo que tinha pensado e senti que Deus me falava a mim, ao mesmo tempo que eu estava a falar aos outros. E quantas vezes fiz a experiência que a Palavra de Deus anunciada me interpelou mais a mim do que àqueles a quem eu falei. É um mistério bonito, que tem origem no mistério que acreditamos”.

Nesta intervenção matinal, o Cardeal-Patriarca falou ainda da exortação apostólica Verbum Domini, do Papa Bento XVI, sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja. “A Verbum Domini recorda que na Igreja de hoje, a Palavra quer readquirir o seu sentido de dabar – palavra hebraica com que na Bíblia se exprime a Palavra de Deus – que tanto significa palavra dita, como acontecimento. Tem na raiz o sentido que a Palavra de Deus não é apenas um discurso, mas um dinamismo criador. Faz acontecer! Faz mudar as coisas!”. Para D. José Policarpo, “este é o grande desafio que se coloca, hoje, na Igreja a este serviço da Palavra”. Porque, “quem escuta a Palavra de Deus, corre o risco de a sua vida não ficar na mesma e ser mudada, ser transformada!”. O Cardeal-Patriarca deixou também um alerta: “A infidelidade maior que todos nós, servidores da Palavra, podemos cometer, é transformar a nossa palavra humana em Palavra de Deus, que tem a sua origem no seio da Trindade e é sempre surpreendente, irreversível e criadora”. A Palavra de Deus, acrescentou, “reafirma-se como manifestação de vida e não apenas como um discurso de quem ensina”.


Já da parte da tarde, e antes da celebração eucarística que encerrou o dia, o grupo musical ‘Sal da Terra’ fez festa, no Pavilhão Gimnodesportivo do Externato de Penafirme. O recordar de ‘velhos’ temas musicais da história deste grupo e outros de diversos autores, também conhecidos do público cristão, ajudaram a viver, em festa, o dia da Diocese.


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