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08 de Setembro de 2017

Fazer do teatro um serviço aos outros

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Existe há quase 30 anos e o propósito ainda é o mesmo. O Grupo de Teatro da Paróquia da Brandoa, na Vigararia da Amadora, experimenta o “fervilhar” do número de jovens que, através das dezenas de peças, continuam a aproximar-se da Igreja. Ao jornal VOZ DA VERDADE, o coadjutor da paróquia da Brandoa, padre Francisco Simões, garante que o ‘segredo’ é a iniciação cristã, apresentada pela “radicalidade do Evangelho”.

É Domingo e o sino da torre da igreja paroquial da Brandoa toca às 20 horas em ponto. O auditório enche-se de uma simplicidade feliz nos gestos, sorrisos genuínos, de uma alegria própria de quem está em família. São mais de 40, entre crianças e jovens de todas as idades, que regressam para mais um longo e produtivo ensaio do Grupo de Teatro da Paróquia da Brandoa, na Vigararia da Amadora. Uns chegam ainda com as malas, vindos de viagem, outros em grupo, mas quase todos trazem o guião da nova peça, a apresentar em breve. Acontece assim há quase 30 anos. A aventura começou em 1990 com a peça intitulada “Cantares de Ontem, Hoje e Amanhã”. Tinha sido pensada para celebrar e inaugurar o complexo paroquial recém-construído. Na altura, os jovens da paróquia juntaram-se com o que tinham. Não havia guião, foi quase tudo improvisado. As luzes e o som alugados à Rádio Renascença. Fizeram coreografias e danças tradicionais, ensaiaram anedotas e a peça nasceu assim... para servir a comunidade. Hoje, o propósito ainda é o mesmo. José Marcos era um desses jovens. Nunca lhe perdeu o gosto. É, desde o início, o encenador. Adapta os guiões, pensa os cenários, coordena o grupo. Um trabalho difícil, tendo em conta os mais de 70 jovens e crianças envolvidos, todos os anos. E outros tantos também filhos dos que, há quase 30 anos, fundaram o grupo. Os ensaios começam no fim de maio, abrandam em julho, param em agosto e retomam, em força, no início de setembro. Pelo pequeno estrado, que todos os anos parece transformar-se num grande palco, já passaram musicais, contos da Disney, histórias bíblicas. Ao todo, 22 peças. 

Serviço
Para José Marcos, todos os anos são “os últimos”. Mas nunca é assim. O entusiasmo dos jovens, a motivação que lhes vê, levam-no sempre a continuar. Em cada ano, uma peça nova, várias apresentações ao longo dos meses e incontáveis horas de esforço e dedicação. O auditório enche sempre. Chegam autocarros da Nazaré, de Calhariz de Benfica, de Caxias, de São Domingos. E até os Bispos são presença habitual nas apresentações.
José Marcos garante que tudo só é possível com um grande “espírito de serviço” da parte de todos os que, ano após ano, fazem o improvável acontecer. E que os participantes - todos amadores - respondem de livre vontade à chamada. Isso entusiasma-o e não o deixa parar. Também a alegria que recebe na paróquia - onde já passou por diferentes apostolados - o faz querer retribuir. “Até porque não podemos dar o que não temos”, sorri.

Comunidade paroquial
Também João Bandeira, de 24 anos, conta já muitas horas de dedicação às peças apresentadas na última década. Diz que o objectivo do grupo é “mobilizar os jovens, a partir do teatro”, para “viverem uma experiência em comunidade”. Já foi Rafiki, José, Moisés. Mas conta que “o papel nem é o essencial”. Basta estarem todos juntos.
Aliás, a unidade na diversidade é uma constante. Todos os jovens estão integrados noutros grupos ou atividades na paróquia. Fazem uma caminhada de iniciação cristã, no Caminho Neocatecumenal, são escuteiros, pertencem ao Movimento Pós-Crisma, grupos de jovens, ou estão na catequese. João garante que essa diversidade é uma alegria e que o teatro é também uma forma importante de se “criar um sentimento de comunidade paroquial”. E sublinha, com um sorriso, que surgem amizades que vão além daquilo que é a “caixinha” de cada um. “Criam-se relações de fraternidade muito fortes” e nascem amigos para a vida, garante. 
Todos os ensaios começam com uma oração. Pede-se a intercessão de São José e de Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeira da paróquia. “Primeiro, somos um grupo de cristãos e só a seguir vem o teatro. Tudo é feito com sentido de serviço, para chamar a comunidade, estar com a comunidade, promover um bom momento para a comunidade”, conta João. Querem também fazer chegar uma mensagem cristã a quem assiste. Mas garante que não há só propósitos para fora. “É para nós próprios crescermos na fé. É importante quando vem cá um padre e está connosco nos ensaios, quando fazemos uma oração no início, quando o padre celebra a Missa antes de nós ensaiarmos”. Afirma, com convicção, que o grupo de teatro consegue “chamar os jovens à paróquia”, e, mais do que isso, fazê-los sentirem-se “parte da paróquia” e capazes de darem o seu “contributo”.

  • Leia o texto completo na edição do dia 10 de setembro do Jornal VOZ DA VERDADE, disponível nas paróquias ou em sua casa.


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