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300 ANOS

13 de Outubro de 2016

NECTalks - Em busca da Identidade cristã no espaço universitário

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“Caminhar em comum”. É este o objetivo dos Núcleos de Estudantes Católicos de Lisboa, segundo o diretor da Pastoral Universitária da diocese, padre Nuno Amador. São já 16 os núcleos formados, que vão reunir-se neste sábado, 15 de outubro, no primeiro NECTalks.

O NECTalks será o 1º Encontro dos Núcleos de Estudantes Católicos de Lisboa e é organizado por todos os 16 núcleos da diocese (ver caixa). Será neste sábado, 15 de outubro, às 16h00, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, com entrada livre. “Vários professores universitários e dois alunos vão falar, cada um, durante sete minutos, sobre o tema ‘Transformados em Cristo, transformaremos o mundo’. O que pedimos aos professores é que a partir da sua vida, a partir da sua experiência do que é ser professor na área do saber que lecionam, possam lançar aos alunos desafios concretos”, explicou o diretor do Setor da Pastoral Universitária da diocese, padre Nuno Amador, durante o último Conselho Diocesano de Pastoral Juvenil, realizado no passado dia 8 de outubro, no Seminário dos Olivais.
Os Núcleos de Estudantes Católicos, nas universidades, são uma realidade que aumentou 400% nos últimos cinco anos, passando de quatro para os atuais 16. Segundo a Pastoral Universitária do Patriarcado de Lisboa, este número justifica a realização do primeiro Encontro de Núcleos de Estudantes Católicos – NECTalks. O padre Nuno Amador lembrou ainda que o NECTalks, “por desejo do senhor Patriarca”, está associado “aos 300 anos da qualificação Patriarcal da diocese”.

Caminhar
A Missão País, criada há 13 anos através do movimento apostólico de Schoenstatt e do padre Diogo Barata, foi “o motor” para que se tivessem organizado nas faculdades os núcleos católicos, “que foram nascendo progressivamente após a experiência da Missão País”, segundo o padre Nuno. Atualmente existem 16 Núcleos de Estudantes Católicos de Lisboa. “Alguns estão já formados, outros estão a formar-se e a andar, uns com muitas atividades, outros com menos, mas nestas faculdades todas já existem núcleos de estudantes católicos”, apontou o jovem sacerdote, de 36 anos, especificando qual a missão destes grupos de pastoral universitária: “Não pretendemos que os Núcleos de Estudantes Católicos de Lisboa sejam mais um movimento. Pretendemos que no espaço da universidade, aqueles que têm várias pertenças possam experimentar também que, ali, estão juntos e caminham em comum. Não é ser uma alternativa a outra coisa, não é ser mais um movimento ‘acima’ dos outros movimentos. É que naquele espaço universitário haja uma identificação entre os universitários e eles possam fazer aí um caminho em comum”.

Atividades
São “várias e diversas” as atividades organizadas pelos Núcleos de Estudantes Católicos de Lisboa. “Celebração da Missa, mensal, semanal, dependendo dos ritmos de cada núcleo, tempos de oração, conferências, debates, grupos de aprofundamento da fé, uns mais formais, outros mais informais, grupos de bioética – a Faculdade de Ciências Médicas da Nova começou o núcleo com debates de bioética, grupos de Cristo na empresa – ligados à ACEGE (Associação Cristã de Empresários e Gestores), no ISEG e na Economia da Nova para pensar a realidade da economia e da gestão a partir da Doutrina Social da Igreja, semanas de núcleo – como a Semana de Direito, em que organizam uma exposição no átrio da faculdade, debates, retiros, recoleções, peregrinações e um ou outro núcleo está também a começar a organizar campos de férias e outros o voluntariado, canalizando os alunos para experiências de compromisso mais continuado ao longo do ano”, referiu o diretor da Pastoral Universitária, sublinhando que “a primeira missão dos núcleos é ajudar a essa identificação e ajudá-los a estudar e a serem estudantes ‘a sério’ no meio universitário – que as atividades não se sobreponham ao estudo”.

Desafios
O padre Nuno Amador frisou ainda que, dos 16 Núcleos de Estudantes Católicos de Lisboa, “apenas dois são oficiais, com estatutos próprios” – o Núcleo do Instituto Superior de Agronomia e o Núcleo da Faculdade de Direito. “Os outros são mais informais, estão ligados normalmente às associações de estudantes, quando isso é possível, e têm o apoio das associações, até porque na maioria das faculdades se não for assim depois não podem usar salas, não podem colar cartazes. Portanto, são núcleos que têm o seu nome próprio mas não têm ainda uma formalização”, apontou. Neste sentido, este sacerdote assumiu que “tem sido difícil a alguns núcleos poderem expressar-se em termos de identidade cristã”. “Parece-me que no espaço civil e no espaço da universidade, que é um espaço laico, não tem de haver espaço a um laicismo, onde cada um não possa ser aquilo que é e manifestar aquilo que é”, observou. “As coisas não deixam se fazer por causa disso, mas por vezes há esta dificuldade de expressarmos identidade onde estamos”, acrescentou, convidando “à boa relação com as associações de estudantes e com as direções das faculdades”.


  • Leia a reportagem completa na edição do dia 16 de outubro do Jornal VOZ DA VERDADE, disponível nas paróquias ou em sua casa.
 


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