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300 ANOS

22 de Setembro de 2016

Comemoração dos 300 anos da qualificação Patriarcal

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Os 300 anos da qualificação Patriarcal da Diocese de Lisboa são uma data “inédita” e com “bastante significado” para a diocese, segundo o Cardeal-Patriarca. Congressos, encontros, manifestações musicais, exposições e publicações, além do Sínodo Diocesano, vão marcar o ano pastoral.

A comemoração dos 300 anos da qualificação Patriarcal da Diocese de Lisboa vai marcar o primeiro semestre do ano pastoral 2016/2017. “Aproxima-se uma data que tem bastante significado na vida desta porção da Igreja, aqui em torno de Lisboa, que é o dia 7 de novembro de 1716. Foi nessa altura que o Papa Clemente XI deu o título de Patriarcal à Capela Real. Essa qualificação depois estendeu-se ao conjunto da diocese, que a partir de 1740 se chama, toda ela, Patriarcado. É um caso só repartido com Veneza no conjunto das dioceses latinas”, começou por lembrar o Cardeal-Patriarca, D. Manuel Clemente, na conferência de imprensa de apresentação das várias celebrações, eventos e iniciativas que vão assinalar a efeméride.
No Mosteiro de São Vicente de Fora, no passado dia 20 de setembro, D. Manuel Clemente observou que o Patriarcado vai realizar as comemorações dos 300 anos da qualificação Patriarcal porque “é algo inédito”. “Esta data evoca uma série de realidades que, no sentido cultural do termo, extravasa a realidade da Diocese de Lisboa”, frisou.

Iniciativas históricas e pastorais
Do programa das comemorações dos 300 anos do Patriarcado, o Cardeal-Patriarca salientou a “parte histórica de memória, que começa por ser documental”. “Os historiadores têm-nos pedido há muito tempo e vamos publicar as mais importantes Cartas Pastorais dos Patriarcas. É uma publicação, a vários títulos, interessante sobre a relação da Igreja e a sociedade portuguesa nos últimos três séculos”, classificou. D. Manuel Clemente destacou ainda a “coleção de biografias de todos os Bispos de Lisboa até ao Patriarcado” – “o mais antigo Bispo de Lisboa que conhecemos é do século IV, Potâmio de Lisboa, até D. João de Sousa, o último Bispo anterior ao Patriarcado” –, feita por “professores, académicos e universitários, que vai ser uma contribuição notável”.
Do ponto de vista cultural, sublinhou as “duas manifestações musicais”. “Teremos, num espaço de referência de Lisboa, um ou dois concertos com música dos compositores da patriarcal, portanto barroca e clássica dos séculos XVIII e XIX. Mas também teremos um Musical, de grande projeção, no Tivoli, que andará à volta da temática da Igreja de Lisboa”, revelou o Cardeal-Patriarca, salientando igualmente as “realizações mais pastorais”, como o 1º Encontro dos Núcleos de Estudantes Católicos de Lisboa e o Congresso das Associações dos Profissionais Católicos.

Consequência
O Sínodo Diocesano será, segundo D. Manuel Clemente, o evento no âmbito das comemorações dos 300 anos do Patriarcado que “terá, certamente, mais consequência na vida da diocese”. Aos jornalistas, o Cardeal-Patriarca lembrou a caminhada sinodal, que teve início em 2014, com o lema ‘O sonho missionário de chegar a todos’, que registou “uma significativa adesão das diferentes realidades diocesanas” que trabalharam e ensaiaram propostas, com base na leitura e reflexão da Exortação Apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (‘Alegria do Evangelho’), do Papa Francisco. Os milhares de contribuições serviram de base à elaboração do Documento de Trabalho da Assembleia Sinodal, que vai reunir entre 30 de novembro e 4 de dezembro. O secretário do Sínodo Diocesano, padre Rui Pedro Carvalho, revelou que a Assembleia Sinodal vai contar com 137 membros convocados, “representando todos os fiéis da diocese”, a acrescer dois convidados. Este sacerdote pediu “orações” aos católicos e anunciou que “o acompanhamento da Assembleia Sinodal pode ser feito através de uma publicação diária, de um curto resumo de trabalho, no site do Patriarcado”.
D. Manuel Clemente lembrou que “o Sínodo Diocesano é um organismo que está previsto no Código de Direito Canónico” – “que antigamente tinha muito relevo, em que cada Bispo chamava à Sé os clérigos mais responsabilizados e os abades para lhes dar as indicações vindas do Papa” –, sublinhando que “o último Sínodo Diocesano em Lisboa, no contexto de aplicação das disposições do Concílio de Trento, se realizou em 1640”. Há 376 anos, portanto. “Os frutos deste Sínodo vão ser dois: o movimento sinodal que originou e, por outro lado, o sentido missionário, recuperando a velha legitimação do Patriarcado que agora tem de ter”, previu o Cardeal-Patriarca de Lisboa.





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