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21 de Março de 2013

Tema 18: Na Liturgia realiza-se a obra da Salvação

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|Sacrosanctum Concilium, nº 6|

 

 “Por isso, assim como Cristo foi enviado pelo Pai, também Ele enviou os Apóstolos, cheios do Espirito Santo, não só para que, pregando o Evangelho a toda a criatura (cf. Mc 16,15), anunciassem que o Filho de Deus pela sua morte e ressurreição nos libertou do poder de Satanás (cf. Act 26,18) e da morte e nos fez passar ao Reino do Pai, mas também para que, por meio do Sacrifício e dos Sacramentos, à volta dos quais gira toda a vida litúrgica, pusessem em ação a obra de salvação que anunciavam. Assim, pelo Batismo os homens são introduzidos no mistério pascal de Cristo: mortos com Ele, sepultados com Ele, com Ele ressuscitados (cf. Rm 6,4; Ef 2,6; Cl 3,1; 2Tm 2,11), recebem o espírito de adoção de filhos. «Clamamos: Abbá, ó Pai» (Rm 8,15) e tornamo-nos assim os verdadeiros adoradores que o Pai deseja (cf. Jo 4,23). Do mesmo modo, sempre que comem a Ceia do Senhor, anunciam a sua morte até que Ele venha (cf. 1Cor 11,26). Por isso, no próprio dia de Pentecostes, em que a Igreja se manifestou ao mundo, «os que aceitaram a palavra [de Pedro] receberam o batismo. Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fração do pão e às orações... Louvavam a Deus e tinham a simpatia de todo o povo» (Act 2,41-42, 47). Desde então nunca mais a Igreja deixou de se reunir em assembleia para celebrar o mistério pascal: lendo, «em todas as Escrituras, tudo o que lhe dizia respeito» (Lc 24,27), celebrando a Eucaristia, na qual «se torna presente o triunfo e a vitória da sua morte», dando ao mesmo tempo graças «a Deus pelo seu dom inefável» (2Cor 9,15) em Cristo Jesus «para louvor da sua glória» (Ef 1,12), pela força do Espírito Santo”.

|Comentário do Cardeal-Patriarca|

 

Este texto afirma algo de constitutivo no mistério da Igreja: a complementaridade, na unidade, da Palavra e dos Sacramentos. Pela Palavra, anuncia-se a salvação; nos Sacramentos acontece a salvação. Quando se escuta a Palavra, abrindo-lhe a inteligência e o coração, a salvação começa a acontecer. Na celebração dos sacramentos a salvação anunciada, realiza-se sempre mais profundamente, transformando toda a vida dos crentes. Quando se escuta, com verdade, a Palavra anunciada, começa a desejar-se celebrar a salvação como obra do Espírito de Deus em nós. Se a Palavra não nos leva a desejar a celebração, é porque não foi verdadeiramente escutada. A Palavra anuncia e inicia o acontecimento da salvação; a celebração é esse acontecimento.

 

Esta complementaridade entre Palavra e acontecimento verifica-se na vida e no ministério de Cristo: anunciou incansavelmente o mistério do Reino, abrindo o coração dos discípulos para o acontecimento; depois calou-se e em silêncio ofereceu a sua vida por nós.


Todos os sacramentos convergem para a Eucaristia, a celebração sempre renovada do grande acontecimento da nossa salvação. Mergulhar no acontecimento, leva-nos a ouvir de novo, com maior abertura do coração, a Palavra que nos fez acreditar. É por isso que a celebração dos sacramentos, pondo o assento na atualização do acontecimento, nos faz escutar de novo a Palavra porque é a escuta desta que leva a Igreja, conduzida pelo Espírito Santo, a mergulhar em silêncio no acontecimento pascal.


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