| REUNIÕES DE VIGÁRIOS |
Reunião de Vigários de 20 de Janeiro de 2009
Como previsto no calendário diocesano, realiza-se a Reunião de Vigários. Será em 20 de Janeiro de 2009, no Seminário dos Olivais, com início às 10:00h.
Esta reunião estava inicialmente agendada para dia 14 de Janeiro, mas teve de ser alterada para dia 20.
Agenda:
1. Pastoral Familiar no Patriarcado de Lisboa
2. Programa Pastoral trienal 2009-2012 (apresenta-se aqui o documento preparatório relativo a este ponto)
REUNIÃO DE VIGÁRIOS DE 14 DE OUTUBRO DE 2008
A próxima Reunião de Vigários realizar-se-á no dia 14 de Outubro de 2008, no Seminário dos Olivais, iniciando-se às 10:00h, com a oração de Hora Intermédia e terminando com o almoço.
AGENDA:
1. Ponto da situação sobre as propostas para o Ano Paulino e Doutrina Social da Igreja
2. Programação das Assembleias Eclesiais para o Povo de Deus a realizar em Fevereiro de 2009.
Reunião de Vigários de 15 de janeiro de 2008
A próxima Reunião de Vigários realiza-se no dia 15 de Janeiro de 2008, no Seminário dos Olivais, inicia-se às 10:00h, com a oração de Hora Intermédia, e termina com o almoço.
Programa:
Prosseguimento da elaboração do documento intitulado “A celebração dos sacramentos e sacramentais”, com vista à redacção dos capítulos sobre os sacramentos da eucaristia, penitência, matrimónio e unção dos doentes e sobre a celebração das exéquias.
Balanço da actual divisão das Vigararias.
Programa de Acção Pastoral para o próximo ano.
Reunião de Vigários de 6 de Março de 2007
A Reunião de Vigários do dia 6 de Março de 2007, no Seminário dos Olivais, com início às 10:00h (alteração do horário) continuará a reflexão, iniciada na reunião de Janeiro, sobre a “Paróquia como estrutura base da pastoral”.
O documento que se segue é da autoria do Cardeal-Patriarca e servirá de introdução aos trabalhos da Reunião.
Serão também documentos de referência os constantes da Reunião de 4 de Janeiro de 2007, presentes nesta Página.
Texto Preparatório
Objectivo:
Seleccionar áreas temáticas, que possam depois ser sujeitas a aprofundamento e discussão alargada, em ordem a serem as linhas dinamizadoras de uma renovação da Paróquia no Patriarcado de Lisboa
I – Componentes sócio-culturais
1.
Territorialidade e sentido de pertença2.
As características apontadas pelo P. Daniel Henriques-
Grande diversidade de proveniência- Grande mobilidade dos seus habitantes
- Forte densidade populacional
- Variação da média etária
- Baixos índices de prática religiosa
- Dados que influenciam a fixação das populações
- O anonimato
- Novos rostos de pobreza
- Tendência para a urbanização das populações rurais (oeste)
II – A Paróquia como realidade eclesial
1.
Comunidade eclesial visível e estável- Comunidade de acolhimento
- Pluralidade e participação de todos: lugar da corresponsabilidade
- Paróquia e outras comunidades eclesiais de referência
2.
Análise do n.º 2 do documento do P. Daniel Henriques3.
A paróquia rural, com várias Igrejas e comunidades (Cón. José Augusto Traquina)4.
Paróquia e pastoral de conjunto da cidade
III – O perfil do Pároco
1.
Santidade, disciplina e afectividade Comunidade (Cón. José Augusto Traquina)2.
O “carisma da síntese” (Cón. Carlos Paes)
Reunião de Vigários de 4 de Janeiro de 2007
Na Reunião de Vigários de 4 de Janeiro de 2007, presidida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, os Vigários das 15 Vigararias da diocese debruçaram-se sobre a realidade da paróquias que são chamados a coordenar e animar pastoralmente, aprofundando a missão das mesmas na dinâmica evangelizadora do Patriarcado de Lisboa.
Tema – As Paróquias no Patriarcado de Lisboa
Introdução – P. Daniel Batalha Henriques
1. Algumas características das paróquias do Termo de Lisboa
A Zona Pastoral do Termo de Lisboa subdividida em duas sub zonas (o Termo Ocidental e o Termo Oriental), integrando no total 6 vigararias e 100 paróquias. Consideradas todas paróquias sub urbanas, elas integram realidades paroquiais tão distintas como Cascais ou Estoril, Amadora ou Odivelas, Algueirão ou Rio de Mouro; Bucelas ou Pereiro de Palhacana. Podemos, no entanto, apontar algumas características que estão recorrentes na maioria das paróquias:
- Grande diversidade de proveniências (a multiculturalidade)
* A proveniência das diversas regiões do Continente e Ilhas
* Uma forte presença das comunidades emigrantes
- Grande mobilidade dos seus habitantes
* Mobilidade no perímetro sub urbano na procura de casa
* As deslocações frequentes para fora da residência (fim de semana e férias nas terras de origem ou em casas de férias)
- Forte densidade populacional
- Média etária baixa, com grande presença de crianças e jovens
- Baixos índices de prática religiosa
- A tendência de fixação das populações por condição económica, grau de instrução e condição profissional (devido concretamente ao custo de habitação)
- O anonimato (as pessoas não se conhecem nem se dão a conhecer)
- Novos rostos de pobreza
* Os idosos – A solidão e o desenquadramento social
* Os bairros de lata (e bairros sociais) – Criminalidade e violência
* A pobreza “amontoada” (sub alugação clandestina; falta de privacidade; falta de higiene)
* As situações decorrentes dos divórcios (peso para os pais; sobre endividamento)
- Quanto à realidade das Comunidades Paroquiais, destaca-se:
* Têm uma forte centralidade (Igreja paroquial e algumas capelas de bairro)
* Apesar da pouca prática religiosa, por elas passam muitas pessoas
* Vistas ainda por muita gente como uma entidade prestadora de serviços: Missas pelos defuntos; processos de casamento e baptizado; serviços Sociais; actividades culturais
* Uma forte presença de pessoas reformadas e a ausência notória das pessoas em vida activa
* Um admirável trabalho social, cultural e educativo
* Um deficiente esforço de adaptação às novas realidades (ex. novas urbanizações)
* A riqueza dos grupos e movimentos religiosos (que necessitam, todavia, de um maior entrosamento paroquial).
2. Desafios à realidade concreta das paróquias do Termo
- Que sejam espaços de comunhão na fé e de intensa vida espiritual
* Subsiste o perigo de que as paróquias se tornarem meros espaços sociais ou recreativos que, simultaneamente, também “oferecem” serviços religiosos
* A mobilidade, apesar de tudo, também deixa “amargos de boca” e muitos vivem em eterno conflito entre o apoio à família, o desejo de “fuga” para um merecido descanso e a necessidade de referências paroquiais sólidas.
* A urgência de fomentar experiências de oração e de louvor, de meditação serena da palavra de Deus, de vivência sacramental. A vida da paróquia não pode ser o prolongamento do activismo, nem constituir mais fardo sobre a consciência, já esmagada, de tantos cristãos
- Apesar de tudo, e sempre, comunidades missionárias
* As Igrejas cheias e o trabalho de acolher tantas pessoas, dão-nos por vezes a falsa ilusão de estarmos a trabalhar com uma maioria; mas, quando nos damos conta que os praticantes não passam, quase sempre, de 5 ou 7 pessoas em cada 100, e a maior parte idosas, então apercebemo-nos verdadeiramente do trabalho que há ainda por fazer.
- Um cuidado especial pela família
* Uma pastoral familiar muito dirigida aos casais novos: preparação para o casamento, apresentação à paróquia para onde vão residir; integração nessa paróquia; acolhimento para o baptismo dos filhos (mesmo que seja apenas para tratar do processo)
* Um cuidado especial pelas situações dramáticas para toda a família decorrentes dos divórcios
* Uma catequese da infância, adolescência e juventude adaptada às novas realidades: super - ocupação, stress, famílias não estruturadas
- Fomentar os laços sociais
* Continuar a fomentar o encontro entre as pessoas, as relações de vizinhança, a atenção às situações de pobreza, principalmente a pobreza envergonhada, a participação nas associações de pais nas escolas, das associações de moradores, nos grupos culturais e desportivos
* Proporcionar a integração dos imigrantes e das minorias étnicas e a inclusão dos excluídos da sociedade
* Fomentar o intercâmbio cultural e a descoberta das riquezas mútuas de cada cultura e tradição
* Suscitar respostas sociais organizadas (mobilizar os cristãos e não apenas a criação das estruturas sociais paroquiais)
* Uma atenção especial à pastoral dos doentes (nos lares, nos hospitais e doentes em suas casas)
Questões:
- Na fisionomia actual da Paróquia, quais os problemas reais que se sentem e que impedem a Paróquia de ser fiel à sua natureza?
- No actual conceito de paróquia urbana, que novos desafios se levantam?
- A Paróquia como estrutura base da pastoral
Reflexão a partir das questões propostas – Cón. Carlos Paes
- Na fisionomia actual da Paróquia, quais os problemas reais que se sentem e que impedem a paróquia de ser fiel à sua natureza?
1. A Paróquia é uma «comunidade determinada de fieis, estabelecida de maneira estável na Igreja particular, cuja cura pastoral, sob a autoridade do Bispo diocesano, está confiada ao Pároco, como a seu pastor próprio» Cân. 515.
2. Mais do que uma instituição religiosa que sob certas condições satisfaz as necessidades espirituais dos fiéis, a paróquia é uma comunidade cristã onde o fiel pode descobrir o habitat que lhe permite assumir e realizar a sua vocação e missão cristã.
3. A paróquia é lugar eclesial vocacionado para que cada baptizado possa viver o «acontecimento do encontro com Deus» (cf. Deus caritas est).
4. Na actualidade a paróquia deve avultar aos olhos dos baptizados não iniciados e dos arredios como comunidade de acolhimento e integração, iniciação e celebração, vocação e missão.
5. O coração da vivência paroquial será portanto será uma experiência de «cenáculo» onde o Espírito gera a fraternidade do anúncio da nova comunhão.
6. A territorialidade da paróquia perde relevância em favor do sentimento de «pertença». Tal sentimento constrói-se tanto mais, quanto mais a comunidade paroquial for uma comunidade de baptizados, consciente da sua identificação com Jesus Cristo evangelizador, santificador e pastor.
7. Os fiéis não são os destinatários e consumidores dos «produtos» que os responsáveis (clero e sua equipa se houver) preparam, mas os agentes corresponsáveis e adultos dum programa pastoral onde cada um tem uma participação específica.
8. Qual «maestro» duma grande orquestra o pároco tem como missão primeira estimular o protagonismo baptismal de cada fiel e celebrar as maravilhas que o Espírito faz no coração de cada um em ordem ao bem comum da comunidade e de todos os que são chamados a ser Povo de Deus.
9. Daí que o pároco não deva ser homem dum só movimento ou duma só espiritualidade, mas o pastor que constantemente busca um «lugar de equidistância» em relação a todas as realidades pastorais que vão surgindo na paróquia para que todos esses «naipes» possam participar no concerto da adoração e do serviço.
10. O pároco não pode ser o «fac-totum» da comunidade, porque ele «não tem a síntese dos carismas», mas «o carisma da síntese» como se torna visível sobretudo quando preside à acção comunitária da Eucaristia.
11. A própria dinâmica sacramental deve ser entendida como um processo vital e catecumenal, onde cada baptizado tem uma missão específica de acordo com o seu carisma.
12. A maneira como o pastor exerce o poder, deve transparecer um propósito de serviço comunitário, pelo que em vez de centralizar ele deve aprender a delegar, não apenas segundo o princípio da subsidiariedade, mas também segundo o critério da comunhão e da unidade.
13. A razão porque o pároco deve providenciar pela criação do Conselho Pastoral (cân 536) e do Conselho para os assuntos económicos (cân. 537), tem a ver com a prioridade dada à edificação da comunidade e da comunhão.
14. Cada vez mais a paróquia deve ter uma configuração de rede de comunicação e serviço, a cuja constituição e unidade o pároco deverá presidir, sem absorver o protagonismo de cada um dos baptizados que edificam com o seu carisma essa comunhão.
15. Na definição dos serviços que a comunidade prestar deverá prestar no seio da comunidade humana assumem hoje particular relevo os seguintes: o acolhimento e a iniciação cristã; a leitura comunitária dos sinais dos tempos e o exercício do consequente profetismo (sócio-caritativo) ao serviço de toda a sociedade; a edificação e assistência à Igreja doméstica; a criação de espaços comunitários de espiritualidade e eucaristia; o diálogo multicultural e inter-religiosos; a presença pró-activa nas novas redes e canais de comunicação. Tudo isto integra o conceito de «nova evangelização».
- No actual conceito de paróquia urbana, que novos desafios se levantam?
1. A paróquia urbana só tem sentido e especificidade no contexto duma PASTORAL URBANA que toma a cidade como um todo, onde vive a comunidade humana que nos cumpre evangelizar e servir.
2. Persistam na cidade bolsas de comunidades com mentalidade rural, que paroquialmente se estruturam segundo o paradigma rural agrário arcaico. Não é disso que agora se trata.
3. A paróquia urbana é mais do que um elemento autónomo numa constelação de paróquias a que preside um bispo como uma espécie de super pároco.
4. Analisando a realidade do ponto de vista do fiel, que vive em meio urbano, (falamos de metrópoles) a paróquia é a cidade e as paróquias são as capelanias onde ele encontra resposta pastoral para vivências específicas.
5. Por outro lado existem além disso, na cidade, outras comunidades de referência como são os movimentos, as obras, os centros espirituais, etc, que devem ser integrados, sem serem absorvidos, no projecto pastoral urbano, contribuindo com a sua especificidade para a evangelização da cidade.
6. É neste contexto de Pastoral Urbana, que continua a ter todo o significado a igreja catedral, como centro visível duma verdadeira pastoral urbana, donde arranca quer a profecia da cidade, quer a liturgia da cidade.
7. O primeiro desafio que se coloca hoje às paróquias urbanas é o desafio da mobilidade física e da mudança cultural, sob pena de muitas das energias dispendidas localmente se perderem por falta de capacidade para acompanhar essa mobilidade e mudanças.
8. Conexo com este está o desafio do acolhimento: o cartão de visita das paróquias urbanas é o acolhimento eucarístico.
9. As paróquias urbanas duma mesma cidade só cumprirão a sua missão pastoral se funcionarem em rede. A rede pode ser a unidade pastoral, a vigararia, a pastoral de conjunto, e muitas outras formas de sinergia e gestão de recursos humanos espirituais e materiais.
10. Uma das formas de envolver todos na pastoral quer a nível da paróquia, quer a nível da cidade, é convidar leigos para integrar as estruturas pastorais com o contributo da sua formação específica, sobretudo nas chamadas ciências humanas: antropologia, gestão, marketing, comunicação, economia, sociologia, psicologia.
11. Hoje coloca-se à paróquia urbana e à pastoral urbana um outro problema que os pastores devem reflectir: trata-se da visibilidade. Em termos de nova evangelização quando é que a Igreja deve ser visível, quando é que deve ser notícia? O nosso «calão» pastoral é adequado às novas gerações urbanas? Que vertentes do nosso ser e agir eclesial damos mais a ver? Em detrimento de que outras realidades?
12. Dado que os problemas da área sócio-caritativa são transversais a toda a cidade, basta que cada «paróquia trate dos seus pobres? como coordenar e conjugar esforços e fazer concertação das intervenções pastorais em ordem a uma acção que não se limite a «dar hoje esmola ao pobre, para que ele possa ter fome amanhã»?
- A Paróquia como estrutura base da pastoral.
1. Devidamente recentrada na sua vocação pastoral e reformada nos seus programas e formas de actuação, a paróquia continua a ser uma estrutura base da pastoral.
2. Nenhuma outra instituição eclesial pode garantir como ela os 5 elementos essenciais para a plenitude da vocação cristã: o encontro com Jesus Cristo e a sua Palavra; a integração numa comunidade de vida; a celebração do Dia do Senhor; a iniciação à prática e vivência sacramental; o compromisso na missão.
3. Assim a paróquia continua a ser o habitat eclesial mais adequado a uma concretização global da vocação e missão cristã. Daí que deva ser o lugar eclesial mais propício para a descoberta da vocação e crescimento na missão.
4. Mas a paróquia actual, sobretudo urbana, tem fragilidades graves. Muitas vezes não consegue vencer o anonimato daqueles que a frequentam; com frequência é elitista e clerical nos seus colaboradores; por vezes o acolhimento que faz mais parece uma burocracia exercida por funcionários preocupados em aplicar cânones, do que pessoas que acolhem com disponibilidade e alegria quem chega e que vem com alguma timidez junto duma “instituição” que os inibe ou assusta e acerca da qual têm muitos preconceitos; ainda é uma organização demasiado centrada no autoritarismo do pároco; os responsáveis e colaboradores pastorais são por vezes muito retóricos e pouco eficazes por falta de preparação para a vida em equipa pastoral e a reflexão e programação pastoral; continua-se a programar mal e de forma desgarrada e inconsequente, porque se distingue mal o que é plano e o que é programa; vive-se mais ao ritmo do imediato e da manutenção, do que a longo prazo, com recurso aos meios e investimentos necessários; não existe uma verdadeira pastoral urbana estruturada e assumida e as paróquias funcionam de maneira muito fragmentária e autocrática; os nossos programas são demasiado abrangentes e por isso tornam-se generalistas.
Reunião de vigários de 7 de Novembro de 2006
A próxima Reunião de Vigários realizar-se-á no dia 7 de Novembro no Seminário dos Olivais, com início às 10:30.
Na reunião será apresentado ao Conselho de Vigários, pelo Cardeal Patriarca, o projecto das novas bases estatutárias da Cúria Diocesana de Lisboa elaboradas pelo Conselho Episcopal, afim de recolher, dos Vigários, sugestões a esse respeito. Dois textos (as bases estatutárias e uma introdução às mesmas) servirão de base para a reflexão.
À reunião segue-se o almoço no Seminário dos Olivais.
Reunião de vigários de 6 de junho de 2006
A Reunião de Vigários de 6 de Junho, no Seminário dos Olivais, com início às 10h 30 terá como Agenda o novo “Estatuto do Vigário”, incluindo a nova divisão de vigararias da Diocese, e o Programa Pastoral Diocesano para os anos 2006-2009, com os programas dos vários departamentos da Cúria Patriarcal, e respectiva calendarização.
Reunião de vigários de 2 de Maio de 2006
A próxima reunião de Vigários realizar-se-á, como habitualmente no Seminário dos Olivais.
Nesta reunião será apresentado ao Conselho de Vigários o projecto de alteração ao “Estatuto de Vigários”, sobre o que incidirão os trabalhos.
Em vésperas de serem nomeados os novos Vigários, o Patriarcado reformará assim o estatuto dos mesmos e as suas implicações na estrutura diocesana.
REUNIÃO DE VIGÁRIOS DE 2 DE MARÇO DE 2006
Na sua reunião de 2 de Março de 2006, no Centro Diocesano de Espiritualidade Imaculado Coração de Maria no Turcifal, com início às 10.30h, os Vigários continuarão a trabalhar o documento “O ICNE continuado na renovação pastoral”.
Nesse quadro, será debatida a sétima linha de força: “Revitalização das estruturas pastorais”.
Para facilitar uma reflexão prévia por Vigararia, foram enviadas aos sacerdotes três questões a essa reflexão.
SÉTIMA “Linha de Força”
Revitalização das estruturas pastorais
Estas devem ser o mais aptas possível para realizar a missão da Igreja e o seu dinamismo evangelizador. Nenhuma estrutura pastoral se pode considerar dispensada desta exigência. Apontam-se, desde já, duas concretizações:
a) A revisão das Bases Estatutárias da Cúria, já em curso, deve ter em conta as actuais exigências da missão.
b) A Paróquia, estrutura fundamental e principal referência da “pertença” dos cristãos à Igreja, deve ser a “casa da comunhão”, escola da fé, e foco de irradiação da fé. Deve ser missionária. Deve valorizar dois dinamismos complementares: o acolhimento e o envio.
Na cidade de Lisboa, devido ao fenómeno da mobilidade e à evolução cultural do sentido de “pertença”, a Paróquia merece uma reflexão particular.
É importante que cada cristão tenha uma comunidade de referência, à qual considera “pertencer”. Hipóteses a estudar:
- Comunidade de referência que pode não ser a Paróquia da sua residência.
- Outras “comunidades de referência”.
Em ambas estas hipóteses, será preciso estudar as condições para essa “pertença habitual”, as implicações canónicas, e o relacionamento com a Paróquia clássica.
Questões para reflexão:
1. Tendo em conta a continuidade da missão que o ICNE sugeriu, como podemos valorizar, ou até reestruturar as estruturas vicariais e paroquiais (sobretudo na cidade) em ordem a esta dinamização missionária?
2. Encontra-se já em curso o processo de reestruturação da Cúria Diocesana. Que observações faria para melhorar o seu funcionamento, e que contributo daria para um melhor entrosamento com a pastoral territorial?
3. Entre os órgãos de participação laical, surgem como principais os Conselhos Económicos e os Conselhos pastorais; em muitos casos estes órgãos ainda não existem e em outros não funcionam. Que avaliação faz da situação e porque julga que isso acontece? O que podemos fazer para inverter o estado actual?
Reunião de Vigários de 7 de Fevereiro de 2006
A próxima reunião de Vigários tratará da sexta “linha de força” de um novo documento sobre a continuação do ICNE, o qual altera o anteriormente distribuído na reunião de Janeiro, (a nova versão pode ser consultada em http://www.patriarcado-lisboa.pt/documentacao/2006_Continuacao_ICNE_SAP.htm), ou seja, o tema “Harmonia entre carisma e paróquia”.
Na reunião, será também apresentado um relatório sobre os movimentos existentes na diocese, sobretudo os de inserção paroquial, e a forma como se relacionam com as estruturas locais (paróquias e vigararias). Para tal, envia-se às paróquias uma grelha a ser preenchida e enviada para o SAP, preferencialmente via email (sap@patriarcado-lisboa.pt) ou, caso não seja possível, via fax, até dia 31 de Janeiro.
A reunião de Março realizar-se-á no Centro Diocesano de Espiritualidade Imaculado Coração de Maria no Turcifal.
Grelha Informativa
Vigararia de ___________________________________
Vigário ________________________________________
Nome do Movimento
Paróquias em que existe
Lugar do Pároco na pastoral do movimento
Como se insere na pastoral global da paróquia e da Vigararia
Reunião de vigários de 4 de janeiro de 2006
Na última reunião de Vigários, o Cardeal Patriarca apresentou um documento onde constavam as consequências pastorais da Sessão de Lisboa do Congresso Internacional para a Nova Evangelização.
Nesse documento salientam-se várias matérias que serão objecto de estudo e reflexão nas próximas reuniões de Vigários.
Assim, na próxima reunião, em 4 de Janeiro de 2006, no Seminário dos Olivais, com início às 10h30, tratar-se-á da primeira interpelação pastoral apresentada no documento, ou seja, o que fazer para manter vivo o espírito de missão que animou o tempo do Congresso.
Reunião de Vigários de 6 de Dezembro de 2005
Agenda
Depois da realização do Congresso Internacional para a Nova Evangelização na sua Sessão de Lisboa, e a consequente avaliação nas diversas reuniões de vigararia, far-se-á, igualmente, um balanço deste acontecimento na Reunião de Vigários, a realizar no dia 6 de Dezembro próximo, no Seminário dos Olivais, com início às 10:30.
Reunião de vigários de 4 de Outubro de 2005
O assunto principal da Reunião será o Congresso Internacional da Nova Evangelização.
A Carta pastoral do Cardeal Patriarca, “A Igreja na Cidade”, é um texto que se propõe como leitura prévia. Ela será igualmente abordada nesta reunião. Encontra-se disponível em:
www.patriarcado-lisboa.pt/documentacao/2005 Carta Pastoral Cardeal.htm
Finalmente, haverá partilha de informação sobre as acções que as paróquias estejam a programar para a semana do Congresso, incluindo iniciativas que sejam tomadas acerca do anúncio do Congresso no exterior e interior das Igrejas.
Programa-horário
10h 30 – Hora intermédia
– Saudação e introdução pelo Cardeal Patriarca
– Intervalo
11h 30 – Apresentação geral do Congresso pela Comissão Central do ICNE
13h 15 – Almoço
14h 30 – Reuniões por zonas pastorais com o Bispo respectivo
15h 00 – Tempo de diálogo, partilha e esclarecimentos
16h 00 – Final dos trabalhos
reunião de Vigários de 8 de Fevereiro de 2005
As Associações de Fiéis na Igreja e no Mundo
Para a reflexão doutrinal indica-se na exortação Apostólica Pós-Sinodal “Christifideles Laici” do Papa João Paulo II sobretudo os números 29 e 30 e ainda o nº. 15 completado com a recente carta (31.V.04) da Congregação para a Doutrina da Fé aos Bispos da Igreja Católica Sobre a Colaboração do Homem e da Mulher na Igreja e no Mundo. Por serem textos sobejamente conhecidos e acessíveis não se transcrevem aqui.
O nosso Programa Pastoral Diocesano para o biénio 2004/2006 que tem por objectivo fundamental Mobilizar os Fiéis, as Comunidades, Movimentos e Associações para a Nova Evangelização, no contexto da realização, em Lisboa, do ICNE inscreve no seu nº 2.2. A Dinamização apostólica dos leigos especificando na alínea a) Aprofundar a sua consciência de missão, sobretudo através do “apostolado de meio social” e na alínea c) Valorização dos movimentos laicais.
Estes objectivos partem da convicção de que “a Igreja evangeliza quando, unicamente firmada na potência divina da Mensagem que proclama, ela procura converter ao mesmo tempo a consciência pessoal e colectiva dos homens, a actividade em que eles se aplicam, e a vida e o meio concreto que lhes são próprios” (cf. Paulo VI, E.N. 18). A isto chama o Concílio apostolado no meio social, e “é o empenho em informar de espírito Cristão a mentalidade e os costumes, as leis e estruturas da comunidade em que se vive, (este apostolado) é incumbência e encargo de tal modo próprios dos leigos que nunca poderá ser plenamente desempenhado por outros (A.A. 13 – cf. Pio XI, Quadragesimo Anno de 15 de Maio de 1931).
Estes objectivos partem ainda da percepção de que a Igreja para sustentar a sua vida interna – liturgia, catequese – tem absorvido as energias e o tempo dos seus fiéis leigos, descurando a sua actividade própria, e especifica que é “pôr em prática todas as possibilidades cristãs e evangélicas escondidas, mas já presentes e operantes, nas coisas do mundo. […]” (cf. Paulo VI, E.N. 70). Não só absorvendo, mas deixando criar a ideia de que o leigo adulto e empenhado é aquele que desempenha qualquer serviço ligado à “instituição e desenvolvimento da comunidade eclesial (ibidem), quando, na verdade, o progresso na vida espiritual está ligado à dedicação diária de cada um aos seus próprios deveres (...) e assim contribuir com a luz do Evangelho para a edificação de um mundo à medida do homem e plenamente conforme ao desígnio de Deus (cf. João Paulo II, E.D.E. 20; cf. também Paulo VI, E.N. 21 e A.A. 13).
No XII Congresso da LOC / MTC, realizado a 12 de Junho de 2004 em Viseu, o Senhor Cardeal Patriarca afirmou:
“No já longo período do post-Concílio Vaticano II, em que se registaram grandes transformações na sociedade que atingiram os próprios Movimentos de Leigos, temos de reconhecer que a Igreja, certamente reagindo a tomadas de posição post–conciliares confusas e à laicização progressiva da sociedade, adoptou uma estratégia de maior atenção às realidades internas da vida da própria Igreja.
Mas, todos sentimos também, e os sinais são claros, que, do ponto de vista da orientação pastoral, chegou o momento de voltarmos a acentuar uma outra vertente da presença da Igreja na sociedade: a da sua intervenção profética nas realidades temporais. E perguntamo-nos, então em que medida os Movimentos da Acção Católica, na sua fase actual são, ou não são um ponto de partida para esta viragem?” (cf. Voz da Verdade, edição de 18 de Julho de 2004, pág. 5).
E na homilia da noite de Natal de 2004:
“A acção evangelizadora da Igreja é indesligável desta responsabilidade dos cristãos na cidade dos homens, empenhados em todas as dimensões da edificação da cidade terrestre, com a luz e a força de Jesus Cristo. Na política, na economia, na justiça, na escola e na empresa, em todos os lugares e momentos onde se constrói e se decide a vida da comunidade humana, os cristãos devem estar como cristãos, introduzindo agora na história humana a tensão de superação e perfeição a que Jesus Cristo nos convida. Oxalá a ‘missão na cidade’ em que estamos empenhados suscite esta consciência de intervenção dos cristãos na construção da cidade dos homens, edificada sobre o direito e a justiça, repassada de amor generoso e consciente das exigências morais que brotam da dignidade do homem, como realização da sua vocação cristã.
Ao convocar a Igreja de Lisboa para a “missão na cidade” eu convido todos os cristãos e cristãs, cada um na esfera da sua capacidade e competência, no lugar onde exercem a sua qualidade de cidadãos, a serem protagonistas de um mundo novo, procurando incutir na sua intervenção e no seu trabalho, a generosidade e a qualidade que todos desejamos para a nossa sociedade”.
Para se evangelizar – não de maneira decorativa, como que aplicando um verniz superficial, mas de maneira vital, em profundidade, e isto até às raízes – a cultura e as culturas do homem” (cf. Paulo VI, E.N. 20) temos de agir de forma orgânica, isto é, em Igreja. Aliás esta organicidade, não à maneira de uma empresa, porque a sua eficácia está ligada não à estratégia e aos meios técnicos, mas à perfeição no amor a que chamamos santidade, é o primeiro sinal da comunhão eclesial para a qual se ordena a acção evangelizadora (cf. João Paulo II, Chf.L. 31).
Após 28 anos de Programas Pastorais Diocesanos que visavam evangelizar as comunidades cristãs para estas se tornarem evangelizadoras do meio que as envolve, urge promover uma mudança de atitude dos fiéis, clérigos, religiosos e leigos, que têm estado absorvidos com os serviços no interior da Igreja e destinados à sua manutenção. Urge criar uma verdadeira mentalidade apostólica (cf. A.A. 10) de modo a que os fiéis leigos assumam a sua missão no mundo e a desenvolvam em rede e de forma organizada como um corpo [Fiéis leigos, mas também clérigos e religiosos, pois a índole secular não é só própria dos leigos, mas de toda a Igreja (cf. João Paulo II, Chf.L. 15)].
A nova etapa do processo re-evangelizador da Europa que estamos ensaiando exige um empenho de todos no tempo – não é um episódio – e no espaço – é para intervir em todas as dimensões da vida dos homens e das mulheres. Na evangelização há uma epifania da Igreja. Na acção ela deve aparecer como é, como Cristo a gerou, na Palavra, nos Sacramentos, no Ministério.
Para reflexão em grupo:
1 – A pergunta feita acima, pelo Senhor Cardeal Patriarca e posta a negrito no texto.
2 – Na nossa acção pastoral, para além das acções de pastoral litúrgica, que outras ligadas à evangelização no meio, desenvolvemos?
3 – Que apreciação é possível fazer da acção dos Movimentos?
4 – Quais são as maiores questões que se nos põem quanto à urgência de impulsionar a acção individual e organizada dos leigos no meio social?
Cón. Francisco Tito
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Reuniões anteriores:1. A CORRESPONSABILIDADE E OS ORGÃOS QUE A SERVEM
2. ACÇÃO PASTORAL PROGRAMADA NA DIOCESE DE LISBOA
3. O CATECUMENADO - PROPOSTAS E DESAFIOS
4. PEQUENAS COMUNIDADES
5. LINHAS DE ACÇÃO PASTORAL PARA A DIOCESE DE LISBOA
6. REUNIÃO DE 4/12/2001 - DOCUMENTO DE TRABALHO
7. REUNIÃO DE 19/02/2002 - DOCUMENTO DE TRABALHO
8. REUNIÃO DE 11/06/2002 - AVALIAÇÃO DO PROGRAMA PASTORAL 2001-2002
9. REUNIÃO DE 05/11/2002 - O MINISTÉRIO DA PALAVRA NA MISSÃO PASTORAL
10. REUNIÃO DE 07/01/2003 - CATEQUESE E INICIAÇÃO CRISTÃ
11. REUNIÃO DE 04/02/2003 - CENTROS SOCIAIS
12. REUNIÃO DE 06/03/2003 - PRIORIDADES PASTORAIS
13. REUNIÃO DE 03/06/2003 - A CELEBRAÇÃO DO DOMINGO
14. REUNIÃO DE 04/11/2003 - CONGRESSO INTERNACIONAL DA NOVA EVANGELIZAÇÃO
15. REUNIÃO DE 06/01/2004 - 40 ANOS DA SACROSANCTUM CONCILIUM
16. REUNIÃO DE 04/05/2004 - 40 O PRESBÍTERO, PASTOR E GUIA DA COMUNIDADE PAROQUIAL